Justiça solta servidora acusada de ter desviado 200 armas e dinheiro da PCMG

Servidora foi presa em novembro acusada de ter desviado armas e dinheiro da Polícia Civil

Armas desviadas estavam na unidade da PCMG do Barreiro, em BH

A Justiça determinou a soltura da servidora da Polícia Civil acusada de ter desviado cerca de 200 armas e dinheiro de corporação no fim do ano passado. A decisão proferida na última sexta-feira (13) suspendeu a prisão preventiva da analista por entender que a conclusão da fase de inquérito encerra a necessidade da medida cautelar.

Na decisão, o juiz Bruno Sena Carmona, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, aponta que a servidora estava presa por simbolizar risco para o andamento das investigações. Ao reavaliar a necessidade da prisão, o magistrado entendeu que a situação fática mudou a partir da conclusão do inquérito policial e a denúncia apresentada,

A servidora é ré por peculato em continuidade delitiva e, apesar de ter a prisão preventiva revogada, ainda deve responder a algumas medidas restritivas como o afastamento do cargo público de Analista da Polícia Civil; a proibição de frequentar qualquer unidade da PC, especialmente a 1ª Delegacia de Polícia Civil/Barreiro, de onde o armamento foi extraviado; e a proibição de manter contato com testemunhas do processo por qualquer meio.

A defesa da analista chegou a alegar cerceamento de defesa e nulidade pela falta de oferta de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). O magistrado, no entanto, rejeitou a tese de cerceamento e postergou a análise sobre o acordo, uma vez que ainda é necessário apurar o valor exato do prejuízo causado para verificar se a ré preenche os requisitos legais.

A audiência de instrução e julgamento foi designada para o dia 24 de março de 2026 e será realizada de forma híbrida. Até lá, a Polícia Civil deverá encaminhar os laudos periciais pendentes e a estimativa do dano financeiro causado ao erário.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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