O Carnaval de Belo Horizonte não esquenta só os blocos, mas também o carrinho dos ambulantes. Nas ruas da capital, a folia virou oportunidade de renda extra — e criatividade não falta. É o caso de Tadeu, de 45 anos, morador de BH, que resolveu inovar ao criar um novo sabor inspirado em uma das bebidas mais queridas pelos foliões.
Segundo ele, a novidade é uma versão mais barata do tradicional Xeque-Mate. “É o mate, uma bebida nova que tá entrando aí. Hoje eu coloquei o sabor Xeque-Mate, é mais barato e é a mesma coisa”, explicou.
O produto está sendo vendido a R$ 10, enquanto o Xeque-Mate tradicional sai por R$ 15. A estratégia, de acordo com Tadeu, tem atraído o público em meio à alta concorrência entre ambulantes.
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Além disso, Tadeu destacou a alta procura por outros produtos. Segundo ele, o “Manção Maromba” está próximo de faltar no mercado, e as cervejas seguem entre as preferidas dos foliões.
A expectativa para o Carnaval deste ano é positiva. Tadeu acredita que o aumento no número de turistas e visitantes de cidades da Região Metropolitana pode garantir um resultado melhor do que o registrado no ano passado.
“A expectativa é das melhores. Tem vindo muito turista. Eu espero que seja bem melhor que o ano passado”, afirmou.
Para trabalhar na folia, ele conta que investiu entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Segundo o ambulante, no Carnaval passado o faturamento chegou a dobrar em relação ao investimento, apesar do aumento nas despesas com gelo, transporte e logística.
“Dá o dobro, né? A gente vende cerca de 50% a mais, mas também gasta mais com gelo e transporte”, disse.
Brinde
Além das bebidas, alguns ambulantes apostam na criatividade para chamar a atenção do público. No carrinho de Robson, de 39,