A primeira prisão por importunação sexual no Carnaval de Belo Horizonte foi registrada na madrugada deste sábado (14). O homem, que estava no “Bloco Fúnebre” na Praça da Bandeira, no Mangabeiras, Região Centro-Sul da capital mineira, passou a mão em regiões íntimas de uma foliã e foi identificado por pessoas próximas.
Acionada, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deteve o homem, que disse estar arrependido e justificou o ato dizendo que estava embriagado.
O autor do crime foi retirado da festividade pelos policiais e as medidas legais cabíveis foram tomadas. O capitão Rafael Veríssimo, da PMMG, ressaltou que “não é não” em reforço ao respeito essencial e combate à importunação sexual.
Reconhecimento facial fortalece segurança no Carnaval de BH
A PMMG intensificou o esquema de segurança para o Carnaval 2026 em Belo Horizonte e no interior do estado. Além do reconhecimento facial, implantado em 2025, a corporação passou a operar uma nova viatura equipada com câmeras de monitoramento em 360 graus, leitura de placas e plataforma para lançamento de aeronaves não tripuladas.
Somente neste Carnaval,
‘Carnaval mais seguro do Brasil’
Em entrevista à Itatiaia, o prefeito Álvaro Damião afirmou que “nós fazemos o Carnaval mais seguro do Brasil”. Estamos preparados para os grandes blocos e para os blocos menores”, quando perguntado sobre a estrutura de segurança para a folia
“Nossa guarda é muito preparada. Temos guardas que falam duas ou três línguas para atender turistas de fora”, complementa.
Sobre ocorrências de importunação sexual nos blocos de rua, majoritariamente contra mulheres,
“Nossa guarda fica atenta a todos os movimentos dentro do bloco. Se ela sentir que a mulher está sendo pressionada por algum homem, ela vai até a mulher e pergunta se está tudo bem”, finaliza.
Em complemento ao trabalho do poder municipal, a Polícia Militar de Minas Gerais estreia a “Cabine Rosa”, estrutura criada para centralizar e humanizar o atendimento a vítimas de crimes sexuais.
(Sob supervisão de Aline Campolina)