O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 deve ultrapassar seis milhões de foliões durante a festa na capital, superando o número de 2025, segundo o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) em entrevista à Itatiaia (confira o vídeo completo abaixo). O número representa o montante de presentes nos blocos, não o número total de pessoas na cidade.
“Quando aumenta a quantidade de foliões, você aumenta a qualidade do Carnaval. O folião que vai em um bloco de manhã e não vai de tarde, é porque ele não gostou da festa. Se ele foi de manhã, voltou de tarde e de noite, é porque gostou da festa”, explica Álvaro Damião.
O investimento feito para a folia deste ano é semelhante ao realizado em 2025, entretanto, Damião destaca que o valor foi alcançado sem o apoio massivo de patrocinadores conforme o ano anterior. “Esse ano fizemos o mesmo investimento para oferecer aos blocos e escolas caricatos a condição de participar do Carnaval”, afirma.
O presidente da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), Eduardo Cruvinel, espera um impacto econômico acima de R$ 1 bilhão durante o período de festa em BH, além de lotação no setor de hotéis.
‘Carnaval mais seguro do Brasil’
“Nós fazemos o Carnaval mais seguro do Brasil. Estamos preparados para os grandes blocos e para os blocos menores”, afirma Álvaro Damião sobre a estrutura de segurança.
“Nossa guarda é muito preparada. Temos guardas que falam duas ou três línguas para atender turistas de fora”, complementa.
Sobre ocorrências de importunação sexual nos blocos de rua, majoritariamente contra mulheres, o prefeito destaca a atuação da Guarda Civil Municipal em acompanhar a movimentação dos foliões para antecipar possíveis ocorrências.
“Nossa guarda fica atenta a todos os movimentos dentro do bloco. Se ela sentir que a mulher está sendo pressionada por algum homem, ela vai até a mulher e pergunta se está tudo bem”, finaliza.
Em complemento ao trabalho do poder municipal, a Polícia Militar de Minas Gerais estreia a “Cabine Rosa”, estrutura criada para centralizar e humanizar o atendimento a vítimas de crimes sexuais.
(Sob supervisão de Alex Araújo)