Mulheres mortas em padaria na Grande BH: familiares convocam novo protesto por Justiça

Ato por justiça será realizado neste sábado (14); Nathielly Kamilly Fernandes Faria, Emanuele Giovana Rodrigues e Ione Ferreira Costa morreram em ataque em Ribeirão das Neves

Da esquerda para a direita, Ione, Nathielly, Yone e Emanuely.

Indignados com o triplo homicídio registrado em uma padaria, moradores do bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, organizam novas manifestações nos próximos dias em busca de Justiça.

O crime ocorreu quando um homem chegou ao estabelecimento em uma motocicleta, usando capacete, entrou no local e começou a atirar.

Os disparos mataram Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, que trabalhava como caixa da padaria; Emanuele Giovana Rodrigues, de 14, filha do dono do comércio, que também ajudava no atendimento; e Ione Ferreira Costa, de 56 anos, funcionária de um sacolão da região que estava no local como cliente.

Um adolescente de 17 anos, ex-namorado de Nathielly, foi apreendido pela Polícia Militar (PM) como suspeito do crime. A família dele nega qualquer envolvimento. Por se tratar de um menor de idade, o caso tramita em segredo de Justiça, e não há informações sobre o andamento do processo.

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Na noite dessa terça-feira (10), familiares, amigos e vizinhos das vítimas se reuniram para um momento de oração, em referência ao sétimo dia após o crime. Nos últimos dias, moradores já realizaram passeatas e afirmam que os atos devem continuar ao longo da semana.

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Uma das organizadoras das manifestações, a moradora Luana Fernandes, relembra a convivência com as vítimas e reforça o pedido por respostas.

“Vi a Nathielly crescer. A gente é de um bairro pequeno, então acompanhou de perto a infância dela. Já cuidei dela, penteei o cabelo muitas vezes. A Ione eu conheci no sacolão, onde eu comprava com frequência.”

Questionada sobre a mobilização no bairro, Luana afirmou que novas ações já estão programadas.

“Sim, nós já fizemos passeatas três vezes na semana e, neste sábado (14), vamos fazer novamente, porque estamos sem respostas. A gente não sabe de nada, não tem retorno algum. Procuramos informações e ninguém dá uma posição concreta. Também estamos nos organizando para ir ao fórum, na tentativa de entender o que realmente vai ser feito.”

Ela acrescentou que uma escola onde uma das vítimas estudava também deve participar das homenagens. “Na quinta-feira (12), a escola que ela estudou vai fazer uma caminhada com os alunos aqui na região.”

Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

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