'Só saio no caixão': saiba quem era 'Diaba Loira', traficante encontrada morta no RJ
'Diaba Loira' era conhecida por ostentar armas nas redes sociais e mandar 'indiretas' para as autoridades

Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, a "Diaba Loira", foi encontrada morta na noite dessa quinta-feira (14) em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O corpo estava enrolado em um lençol, com perfurações de balas na cabeça e no tórax. Ela era procurada pelo Setor de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina e por forças de segurança do Rio e chegou a dizer que não se entregaria viva: "só saio no caixão".
Quem era Eweline, a 'Diaba Loira'
A "Diaba Loira", nascida em Santa Catarina, era procurada por envolvimento com o tráfico e organização criminosa. A trajetória no crime começou depois que ela sofreu uma tentativa de feminicídio praticada pelo ex-companheiro. Eweline foi esfaqueada e teve o pulmão perfurado. Depois disso, a mulher entrou para o Comando Vermelho.
Depois disso, a "Diaba Loira" passou a ostentar armas, como fuzis e pistolas, nas redes sociais, além de mandar recados para as autoridades. Foi nessa ocasião em que ela disse: "Não me entrego viva, só saio no caixão".
Em seguida, Eweline mudou de facção, passando para o Terceiro Comando Puro. Nas redes sociais ela também chegou a compartilhar conteúdo ligado à Tropa do Coelhão, chefiada pelo traficante William Yvens Silva, grupo ligado ao TCP no Complexo da Serrinha, em Madureira, Zona Norte do Rio, cujo chefe do tráfico é um dos criminosos mais procurado do Rio, Wallace Brito Trindade, o Lacoste.
Antes de morrer, Eweline tinha ao menos três mandados de prisão em aberto. Um deles por uma condenação definitiva, com pena de 5 anos e 10 meses em regime fechado.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



