Jeep Renegade Longitude 2026: vale a pena comprar?

Versão intermediária tem mesmo o melhor custo-benefício da gama do SUV?

O Jeep Renegade já tem dez anos de mercado, mas ainda figura como uma opção interessante entre os SUVs compactos à venda no país, mesmo depois de ter ganhado rivais bastante competitivos ao longo da última década – tanto que já superou a marca de 600 mil unidades produzidas no Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana-PE.

O desenho peculiar (inspirado no icônico Wyllis dos anos 1940), o bom acabamento interno, o pacote de equipamentos bem munido desde as versões de entrada, as suspensões robustas e o desempenho ágil do motor 1.3 turbo flex são algumas das qualidades que credenciam o Renegade como um candidato a ocupar a garagem de quem está à procura de um SUV. Embora seja um modelo veterano, o Jeep garantiu quase 45 mil emplacamentos em 2025.

Como é o Jeep Renegade Longitude 2026

A versão intermediária é a mais procurada pelos consumidores por ter o melhor custo-benefício da gama. Atualmente, o modelo custa a partir de R$ 165.990, sem opcionais. São R$ 6 mil a menos do que custava há um ano, mas não é difícil encontrá-lo com descontos praticados pela própria Jeep ou pelas concessionárias.

Na linha 2026, itens que eram oferecidos como opcionais (chave presencial, faróis com acendimento automático, sensor de chuva e alerta de ponto cego) passaram a figurar a lista de equipamentos de série. O pacote estético Night Eagle, por sua vez, teve o preço reduzido de R$ 5 mil para R$ 1 mil por trazer apenas elementos visuais escurecidos.

Em termos de conteúdo, o Renegade Longitude já sai de fábrica com seis airbags, faróis full LED, detector de fadiga do motorista, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 8,4” com Android Auto e Apple CarPlay, ar-condicionado automático digital de duas zonas, carregador de celular por indução, bancos de couro, frenagem autônoma emergencial, entre outros.

A cabine se destaca pelo qualidade dos materiais empregados, com qualidade superior à da maioria dos concorrentes. A montagem das peças e os revestimentos dos bancos e portas também estão acima da média da categoria.

Capaz de acomodar bem quatro adultos, o Jeep Renegade pode decepcionar quem precisa de mais espaço para transportar bagagens, uma vez que o porta-malas de 320 litros pode ser insuficiente para acomodar os apetrechos em uma viagem mais longa.

Ao volante, o SUV agrada pela disposição do motor 1.3 turbo flex de 176 cv. Ágil na cidade, o Renegade faz bonito ao acompanhar carros mais potentes na estrada, aproveitando a reserva de potência nas ultrapassagens e retomadas. Para atender às novas normas de emissões, o motor perdeu 9 cv e sofreu outras alterações para ficar mais amigável ao meio ambiente, como a reprogramação da central eletrônica, que passou a “atrasar” as respostas do acelerador nas arrancadas.

O consumo médio do Renegade é condizente para a sua potência e porte. Embora o Inmetro informe média de 7,8 km/l na cidade com etanol, o SUV raramente passa dos 6 km/l em condições de trânsito pesado.

Ainda assim, isso não desabona o conjunto do carro, principalmente o comportamento das suspensões, referência do segmento desde o lançamento do Renegade. Concebido para suportar condições extremas no fora-de-estrada nas versões com tração 4x4, o conjunto independente nas quatro rodas absorve as irregularidades do piso com eficiência, garantindo conforto aos ocupantes em qualquer condição, e ainda proporciona uma dinâmica elogiável em curvas mais rápidas.

Preço básico (janeiro de 2026): a partir de R$ 165.990 (janeiro de 2026)

Pinturas: azul Jazz metálico (R$ 2.200), branco Polar perolizado (R$ 2.500) cinza Granite metálico (R$ 2.200), cinza Sting perolizado (R$ 2.500), preto Carbon sólido (sem custo).

Opcionais: Pacote Night Eagle (R$ 1.000): logotipos e rodas escurecidos.

Preço carro avaliado: R$ 169.190 (janeiro de 2026)

Pontos positivos

  • Desempenho
  • Suspensões muito bem ajustadas para as condições de rodagem brasileiras
  • Acabamento interno acima da média da categoria
  • Equipamentos
  • Visual

Pontos negativos

  • Porta-malas
  • Atraso na resposta do acelerador
  • Consumo na cidade com etanol

Vale a pena comprar?

Sim, vale a pena comprar o Jeep Renegade Longitude 2026. A versão intermediária do SUV entrega praticamente todos os equipamentos mais procurados pelos consumidores e ainda traz uma qualidade construtiva acima da média e um dos motores mais potentes da categoria, proporcionando desempenho mais que satisfatório em praticamente qualquer condição de uso. Além de ter ficado mais barato que a linha 2025, o modelo pode ser encontrado com descontos nas concessionárias.

Ficha técnica

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros, 1.3 16V turbo, injeção direta, duplo comando de válvulas com variação na admissão e acionamento por corrente, a etanol e gasolina
Potência: 176 cv a 5.750 rpm
Torque: 27,5 kgfm a 1.750 rpm
Transmissão: automática de 6 marchas
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Suspensão dianteira: independente McPherson
Suspensão traseira: multilink
Freios dianteiros: discos ventilados com ABS e EBD
Freios traseiros: discos sólidos com ABS e EBD
Pneus e rodas: 225/55 R18, liga leve 18 polegadas
Dimensões: 4.268 mm de comprimento/ 1.805 mm de largura/ 1.702 mm de altura/ 2.570 mm de entre-eixos
Peso em ordem de marcha: 1.476 kg
Volume da porta-malas: 320 litros
Capacidade de carga: 400 kg
Volume do tanque de combustível: 55 litros
Aceleração de 0 a 100 km/h: 8,8 segundos
Velocidade máxima: 209 km/h

Consumo (Inmetro)
Ciclo urbano: 7,8 km/l/11,1 km/l (etanol/gasolina)
Ciclo estrada: 8,9 km/l/12,4 km/l (etanol/gasolina)

Principais equipamentos de série

  • Seis airbags
  • Controles de estabilidade e tração
  • Rodas de liga leve de 18”
  • Ar-condicionado automático digital de duas zonas
  • Banco do motorista com regulagem de altura
  • Bancos e volante revestidos de couro
  • Alerta de colisão frontal
  • Detector de fadiga do motorista
  • Sensor de ponto cego
  • Monitoramento de mudança de faixa
  • Frenagem autônoma de emergência
  • Faróis full-LED com acendimento automático do facho alto
  • Assistente de prevenção de mudança de faixa
  • Travamento automático das portas
  • Modo de condução Sport
  • Chave presencial com partida remota
  • Sensor de chuva
  • Painel de instrumentos com display central de 7 polegadas
  • Sensor de estacionamento traseiro
  • Central multimídia com tela de 8,4 polegadas
  • Câmera de ré
  • Android Auto e Apple Carplay sem cabo
  • Carregador de celular por indução
  • Sistema de som com 6 alto-falantes
  • Racks de teto
  • Bancos e volante revestidos de couro
  • Protetor de cárter
  • Estepe full size
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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

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