É comum ver nas estradas passageiros com os pés pra cima do painel do carro e banco ligeiramente reclinado, criando um espaço entre a faixa peitoral do cinto de segurança e o tronco da pessoa. As duas práticas são extremamente perigosas e podem causar lesões graves e aumentar muito o risco de morte em caso de acidente.
Pés sobre o painel
Quando o passageiro coloca o pé sobre o painel do carro ele está colocando os seus membro inferiores, como pernas e pés, em risco. O primeiro é que o carro não foi projetado para acomodar uma pessoa nesta posição: todo o projeto de segurança foi desenvolvido para um ocupante sentado.
Logo, a energia de dissipação em caso de colisão pode provocar lesões em partes do corpo que não estavam previstos em testes e simulações e diminuir drasticamente a eficiência dos dos dispositivos de segurança.
Outro risco grave de se apoiar os pés sobre o painel é em caso de um disparo do airbag: a bolsa de ar se infla em meros 40 milissegundos, mais rápido do que um piscar de olho. Embora seja essencial em caso de colisão, ele é projetado para proteger cabeça e tronco que estão há uma pequena distância da bolsa. No caso de pés e pernas apoiados, o acionamento acontecerá diretamente em contato com esses membros, o que provocará graves lesões neles.
Vale destacar que para um airbag ser disparado em caso de acidente depende de alguns fatores, mas, de maneira geral, uma colisão frontal a 40 km/h, velocidade inferior a pratica na maioria das avenidas do Brasil, é capaz de acionar o dispositivo.
Airbag dispara em 40 milissegundos
Cinto de segurança
Colocar o banco reclinado criando uma distância entre o ocupante o cinto de segurança diminui a eficiência do equipamento que é o mais importante em caso de algum acidente. Inclusive, muitos carros já vem com o chamado “pré-tensionador”, que “aperta” o cinto quando é detectado um risco de colisão.
Postura correta ao usar o cinto é essencial para a segurança do motorista e do passageiro
Além disso, há o risco de que o cinto provoque lesão no pescoço do passageiro, já que ele pode ser projetado durante a desaceleração com o risco de rompimento de medula e consequente morte ou perda de movimentos como sequela. Caso semelhante aconteceu com o jogador Dener, em 1994: em uma batida em que ele estava deitado no banco do passageiro, ele sofreu uma grave lesão na laringe e faleceu asfixiado.