Apesar do encerramento das negociações para uma fusão completa, a possibilidade de uma aliança estratégica entre Honda, Mitsubishi e Nissan segue aberta. Executivos das três empresas afirmam que ainda há espaço para a colaboração em áreas como veículos elétricos, desenvolvimento de software automotivo e compartilhamento de tecnologias, embora não exista, no momento, nenhum projeto concreto definido.
A proposta inicial previa a criação de uma grande holding que poderia transformar o grupo resultante em um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo em volume de produção. No entanto, divergências relacionadas à estrutura de comando, divisão de poder e preservação da autonomia de cada marca acabaram inviabilizando o avanço do plano de fusão total. Diante desse cenário, as fabricantes optaram por interromper o processo e reavaliar caminhos alternativos de cooperação.
O memorando de entendimento assinado, no fim de 2024, previa a análise de sinergias entre as empresas, com a possibilidade de conclusão de um acordo mais amplo até 2025 e implementação a partir de 2026. As discussões, porém, esbarraram em diferenças estratégicas, sobreposição de portfólios e prioridades distintas de gestão, o que levou à suspensão do projeto mais ambicioso.
Mesmo assim, a colaboração entre Mitsubishi e Nissan continua em andamento em frentes como o desenvolvimento e o compartilhamento de tecnologias para veículos elétricos, além do fornecimento de modelos adaptados para determinados mercados. Já a Honda mantém conversas em nível exploratório, focadas principalmente em possíveis parcerias tecnológicas e no avanço conjunto de soluções em software, sem qualquer compromisso com uma integração estrutural.