As exportações de ovos — incluindo produtos in natura e processados — atingiram 3.076 toneladas em janeiro, um crescimento de 30,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita dos embarques foi ainda maior e somou US$ 6,408 milhões, um desempenho 53,1% superior aos US$ 4,186 milhões registrados em janeiro de 2025. O resultado indica que o Brasil não apenas exportou mais, mas também obteve melhores preços por tonelada no mercado global.
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Retomada de mercados estratégicos
Enquanto mercados que tiveram demanda atípica em 2025, como os Estados Unidos, apresentaram desaceleração, o Brasil viu parceiros tradicionais e estratégicos voltarem com força total. Os principais destaques por país:
- Emirados Árabes Unidos: Mantêm-se como o principal destino, com alta de 34% (1.051 toneladas).
- Japão: Registrou o crescimento mais robusto do mês, com alta de 267%, saltando de 205 para 752 toneladas.
- Chile: Avanço significativo de 184% (371 toneladas).
- México: Incremento de 65% nas compras (284 toneladas).
Diversificação e estabilidade
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o movimento atual sinaliza uma consolidação da cultura exportadora no setor de ovos. A menor dependência de um único comprador reduz riscos e traz previsibilidade para os produtores brasileiros.
“O crescimento expressivo de Japão, Emirados Árabes Unidos, Chile e México indica maior diversificação e redução de concentração, o que traz mais estabilidade ao setor. Trata-se de um movimento consistente de consolidação, com foco em mercados de maior valor agregado”, analisou Santin.