Fenômeno da piracema: vídeo mostra a subida dos peixes no Rio Piracicaba, em SP
Período de proteção, conhecido como defeso, segue até o dia 28 de fevereiro, na maioria dos estados

Quem passou pelas margens do Rio Piracicaba na tarde desta quarta-feira (11) pôde contemplar um dos fenômenos mais fascinantes da natureza brasileira. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou a piracema, com peixes subindo as corredeiras em busca de locais adequados para a reprodução.
O fenômeno, além de visualmente encantador, marca um período vital para o ecossistema local, mas traz consigo regras rígidas que pescadores e entusiastas precisam observar.
Ciclo da vida e as restrições de pesca
A piracema é o deslocamento de peixes rio acima, enfrentando a correnteza para garantir a sucessão das espécies. Em 2026, o período de proteção — conhecido como defeso — segue até o dia 28 de fevereiro, na maioria dos estados.
Durante estes meses, a legislação ambiental amplia as restrições para proteger espécies nativas que realizam esse esforço reprodutivo.
- Espécies protegidas: peixes como o dourado, tucunaré e tambaqui estão com a pesca totalmente proibida.
- Penalidades: o desrespeito à norma pode resultar em detenção de até três anos, além de multas que variam de R$ 700 a R$ 100 mil.
- O que é permitido: a pesca é liberada apenas para espécies exóticas e híbridas (não nativas) ou para a pesca de subsistência (realizada por comunidades ribeirinhas para consumo próprio, sem fins comerciais).
Seguro-Defeso
Para compensar a paralisação das atividades comerciais e garantir que o ciclo natural seja respeitado, o Governo Federal disponibiliza o Seguro Desemprego do Pescador Artesanal, popularmente chamado de Seguro-Defeso.
O benefício assegura o pagamento mensal de um salário-mínimo aos profissionais cadastrados. A medida é considerada estratégica: ao garantir a segurança financeira do pescador, o Estado assegura que as populações de peixes nativos consigam se recuperar, mantendo a sustentabilidade da atividade pesqueira para os próximos anos.
Por que a Piracema é vital?
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



