Após carne bovina, Brasil e México firmam acordo para biocombustíveis
Vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro estão em missão no México, parceiro comercial

Durante missão oficial no México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, celebraram dois acordos que vão promover o desenvolvimento no setor agropecuário.
A Declaração de Intenções em Matéria de Cooperação Bilateral sobre produção e uso de biocombustíveis trata do intercâmbio tecnológico no setor de biocombustíveis.
Entre os objetivos está impulsionar um crescimento ordenado e devidamente regulamentado do setor no México, aproveitando a reconhecida experiência que o Brasil possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.
O Brasil é o maior produtor e exportador de cana-de-açucar do mundo e também se destaca no avanço do uso dos biocombustíveis com adição de etanol à gasolina. A Declaração também prevê o avanço no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação.
Outro acordo, o Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Matéria de Promoção de Investimentos e Fortalecimento de Capacidades entre a Secretária da Economia do México e a Agência Brasileirs de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) visa fortalecer as relações de amizade, entendimento e desenvolvimento econômico que unem o Brasil e o México com o objetivo de impulsionar um quadro de interação que facilite o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, bem como a geração de novas oportunidades de negócios.
Durante a reunião com os secretários de Relações Exteriores do México, Juan Ramón de la Fuente, e com o secretário de Economia, Marcelo Ebrard Casaubon, Fávaro também destacou a importância da relação com o México e o comprometimento do Brasil com a rastreabilidade bovina.
"A abertura do tão sonhado mercado de carne bovina e suína no México já vem trazendo resultados muito positivos para ambos os países. No caso do Brasil, após o período de consolidação dessa abertura, empresas privadas começaram a efetivar negócios, resultando em um crescimento de aproximadamente 250% nas exportações de carne bovina em apenas 2 anos e 8 meses. No mesmo período, as vendas de carne suína aumentaram 95% e as de frango, 14%. Esses avanços são benéficos não apenas para o Brasil, mas também para o México, que, em seu programa de combate à inflação dos alimentos, encontra a oportunidade de adquirir carnes de alta qualidade”, detalhou o ministro Fávaro.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



