Excesso de cortisol pode causar doenças dermatológicas; veja quais

O cortisol é um hormônio envolvido na resposta ao estresse, na regulação do organismo, no controle da pressão arterial e na modulação do sistema imunológico

Excesso de cortisol pode causar dermatite

Um dos principais hormônios que ajudam no equilíbrio do corpo pode também ser um dos que mais o prejudicam: o cortisol.

O cortisol é um hormônio envolvido na resposta ao estresse, na regulação do organismo, no controle da pressão arterial e na modulação do sistema imunológico, porém, sua produção excessiva ou cronicamente elevada pode gerar uma série de problemas.

Segundo o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética, quando há cortisol em excesso no corpo, sobretudo em situações de estresse crônico, ele contribui para o aumento da glicemia, perda de massa muscular, acúmulo de gordura abdominal, distúrbios do sono, queda da imunidade e alterações de humor.

Na pele, o hormônio em excesso afeta a integridade da barreira cutânea, reduz a produção de colágeno e favorece processos inflamatórios. “Isso se traduz em pele mais fina, ressecada, sensível, com maior propensão ao envelhecimento precoce, além de predispor ao surgimento ou agravamento de doenças dermatológicas”, explicou o especialista.

Entre as condições mais comuns na pele associadas ao cortisol, estão:

  • Acne;
  • Dermatite seborreica;
  • Rosácea;
  • Dermatite atópica.
Leia também

Todas elas podem ser agravadas com o estresse.

“Além disso, o cortisol pode contribuir para quadros de alopecia areata (queda de cabelo com padrão inflamatório) e para a piora da cicatrização cutânea. Em casos mais graves, como na síndrome de Cushing (caracterizada por hipercortisolismo), observam-se estrias violáceas, pele frágil e hematomas frequentes”, acrescentou.

A principal forma de evitar os efeitos nocivos do cortisol, segundo o especialista, é controlar o estresse e adotar hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas regularmente, dormir bem, ter uma alimentação equilibrada e adotar técnicas de relaxamento, como meditação e respiração consciente.

“Em relação ao tratamento, ele deve ser individualizado, focando tanto no controle do quadro cutâneo quanto na abordagem do fator emocional envolvido. Podem ser indicados dermocosméticos com ativos anti-inflamatórios e regeneradores, procedimentos como laser ou bioestimuladores de colágeno, além de, em alguns casos, o encaminhamento multidisciplinar com psicólogos ou endocrinologistas. A avaliação médica é essencial para definir a melhor conduta terapêutica”, concluiu.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

Ouvindo...