Após 30 anos sem casos, Chile é o primeiro país das Américas a eliminar hanseníase

País é o segundo no mundo a eliminar a doença

Último paciente com hanseníase no país foi registrado em 1993

O Chile é o primeiro país das Américas a eliminar a hanseníase, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, o país é o segundo.

Para conquistar o reconhecimento, o Chile ficou mais de 30 anos sem casos da doença. O último paciente com hanseníase no país foi registrado em 1993.

“Esta conquista histórica na saúde pública é uma poderosa demonstração do que liderança, ciência e solidariedade podem alcançar”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ele destacou que doenças antigas podem ser superadas com compromisso político, serviços de saúde inclusivos, detecção precoce e acesso universal ao tratamento.

A eliminação da doença foi constatada depois de uma avaliação independente. Depois, o Ministério da Saúde do Chile pediu que a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também fizessem uma verificação, confirmando a extinção da hanseníase.

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Hanseníase

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, as mucosas do trato respiratório superior e os olhos.

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras pessoas suscetíveis. Isso acontece por meio do espirro, tosse ou fala.

Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas e sinais mais frequentes são os seguintes:

  • Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);
  • Comprometimento do (s) nervo (s) periférico (s) – geralmente espessamento (engrossamento) –, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés;
  • Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

O diagnóstico da doença acontece por meio do exame físico geral dermatológico e neurológico. Os pacientes com comprometimento neural, sem lesões na pele, , e aqueles que apresentam área com alteração sensitiva e/ou autonômica duvidosa e sem lesão cutânea evidente, deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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