‘Trump nos taxou? Não vou ficar chorando, vou procurar quem quer comprar’, diz Lula

Presidente afirma que Brasil buscará novos mercados para reagir às tarifas impostas pelos Estados Unidos e critica uso das redes sociais na política internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (20) que o Brasil vai reagir às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras ampliando a busca por novos mercados internacionais.

“Só nesses três anos nós abrimos 508 novos mercados para vender os produtos brasileiros. Ah, o Trump nos taxou? Tudo bem. Eu não vou ficar chorando, eu vou procurar alguém que quer comprar. Não vou ficar lamentando”, afirmou o presidente.

A declaração foi feita durante a cerimônia de assinatura de contratos da Petrobras para a construção de navios, realizada no município de Rio Grande (RS).

Em outro evento realizado mais cedo, Lula também criticou a dependência das redes sociais na política e citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como exemplo. Segundo o petista, o republicano tenta “governar o mundo” por meio das plataformas digitais.

“Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ainda a coisa que ele falou. Vocês acham que isso é possível?”, questionou Lula, durante evento de entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.

Para Lula, o excesso de comunicação virtual compromete a relação entre governantes e população.

“É possível eu tratar do povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês? Se eu achar que vocês são um objeto e não um ser humano?”, afirmou.

Donald Trump tem utilizado sua própria rede social, a Truth Social, para criticar adversários e anunciar medidas de governo. Foi pela plataforma que ele divulgou, em julho, o chamado “tarifaço” sobre exportações brasileiras.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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