Mensagens mostram que Vorcaro considerava Ciro Nogueira como ‘amigo’ e senador nega

O parlamentar afirmou estar “tranquilo” quanto às investigações da Polícia Federal que apuram crimes e fraudes no Banco Master

Ciro Nogueira nega envolvimento com os supostos esquemas criminos de Vorcaro.

Em uma nova troca de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, foi revelado um carinho do empresário pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em textos obtidos pela CNN Brasil, o empresário comemora uma emenda apresentada pelo parlamentar que beneficiaria o Banco Master.

A proposta, que não foi aprovada, aumentaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante.

Nas mensagens trocadas, Vorcaro diz que Ciro apresentou um projeto de lei que é uma “bomba atômica” no mercado financeiro, que “ajuda os bancos médios e diminui o poder dos grandes”. Em outro momento, ele afirma que o senador é um de seus “grandes amigos de vida”.

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A emenda de Ciro foi apresentada durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da autonomia orçamentária do Banco Central, mas não chegou a ser contemplada durante a tramitação no Congresso.

O senador, no entanto, nega proximidade com Vorcaro e afirma que “mantém diálogos por mensagens com centenas de pessoas”. Ele também diz estar “tranquilo” quanto às investigações da Polícia Federal (PF).

Vorcaro voltou a ser preso na última quarta-feira (4) pela PF, em São Paulo, em uma nova fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master.

A decisão que autorizou a operação partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado cita a formação de uma organização criminosa, danos bilionários e a possível prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ameaça e invasão de dispositivos cibernéticos.

O empresário já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, mas foi solto logo depois, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Durante a nova fase da operação, sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão foram cumpridos em Minas Gerais, sendo seis deles na Região Metropolitana de Belo Horizonte e um no interior do estado.

Um dos presos foi Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “ Sicário”, réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Ele morreu no mesmo dia em que foi preso na capital mineira. Mourão estava internado no Hospital João XXIII após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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