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Fachin tenta recuperar controle do STF após ministros entrarem em rota de colisão

Presidente da Corte tira Moraes do inquérito das fake news e suspende decisões de Mendonça e Dino em tentativa de interromper escalada de decisões individuais

PorBrasília
Presidente do STF participa do desfile de 7 de setembro
Presidente do STF participa do desfile de 7 de setembro. • Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tenta retomar o controle da Corte diante da escalada de tensão entre os ministros. Nesta quarta-feira (9), ele suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal e retirou Alexandre de Moraes da condução do inquérito das fake news.

A crise se agravou ao longo da semana. O confronto entre Moraes e Mendonça, que começou após a divulgação de mensagens envolvendo o ministro e o empresário Daniel Vorcaro, avançou para a própria estrutura da PF. Na terça-feira, Mendonça afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues. Nesta quarta, Dino o reintegrou, numa decisão que Fachin posteriormente suspendeu.

A tensão chegou a afetar o funcionamento da Corte. Fachin cancelou a sessão plenária prevista para esta quarta-feira, em meio ao ambiente de divisão entre os ministros.

Os grupos dentro do STF

A crise também expôs uma divisão entre os ministros. De um lado, Alexandre de Moraes tem apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Do outro, André Mendonça tem apoio mais definido de Luiz Fux e Nunes Marques.

Fachin e Cármen Lúcia aparecem como integrantes de um grupo mais próximo das posições de Mendonça, mas sem alinhamento automático ao ministro.

 

O desafio do presidente do STF é evitar que a divisão entre os ministros transforme decisões individuais em uma disputa permanente dentro da Corte. Por isso, sua estratégia tem sido concentrar os processos na Presidência e levar as decisões mais sensíveis para o plenário.

Assistir vídeo:

 

Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária para analisar o afastamento de Andrei Rodrigues.

Mais do que decidir o destino da PF, a sessão será um teste para a capacidade de Fachin de reconstruir algum grau de unidade em um Supremo hoje marcado pela tensão e pela desconfiança entre seus próprios integrantes.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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