Dino se despede da vida política e cita harmonia entre os poderes na saída do Senado para o STF
Dino renuncia ao mandato como senador nesta quarta-feira (21), e, na quinta-feira (22), toma posse no Supremo Tribunal Federal

O ainda senador Flávio Dino (PSB-MA) se despediu da política nesta terça-feira (20) para retornar à trajetória jurídica na quinta-feira (22), quando herdará oficialmente a cadeira de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF).
Após um discurso longo, Dino foi aplaudido de pé por senadores aliados a ele e recebeu cumprimentos do presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após deixar a tribuna.
Durante pouco mais de vinte minutos, Flávio Dino se declarou apaixonado pela política e a admitiu como sua profissão de fé, apesar da migração para o STF. Ele também prometeu que atuará com respeito à harmonia entre os três poderes — em indireta às disputas recentes entre o Congresso Nacional e a Suprema Corte.
“Precisamos de uma política forte, com políticos credenciados para exercer uma liderança que o Brasil exige. Precisamos retomar a ideia dos deveres patrióticos e não podemos sucumbir à espetacularização da política. O bom líder político jamais pode ser mero artefato midiático submetido à lógica dos algoritmos, ele precisa ter causas. Precisamos ter causas para ter identidade”, afirmou.
O senador ainda brincou que, após os 19 anos no Supremo Tribunal Federal — até a aposentadoria compulsória aos 75 anos na Corte —, deseja voltar à política. “Quem sabe após a aposentadoria, se Deus me der vida e saúde, eu possa estar aqui outra vez”, disse. Nesta quarta-feira (21), Dino entrega carta de renúncia ao Senado; na quinta-feira, ele toma posse no STF.
Elogios a Rodrigo Pacheco. Flávio Dino dedicou elogios ao presidente do Congresso Nacional no encerramento de seu discurso. “O senhor é orgulho do seu Estado, um político fundamental para o Brasil”, disse.
Crítica à ONU. Em meio à crise diplomática entre Brasil e Israel, Dino criticou as Nações Unidas no discurso derradeiro, nesta terça-feira. O futuro ministro do STF citou que a Organização das Nações Unidas (ONU) está em crise pela “baixa eficácia no enfrentamento das conjunturas que levam à multiplicação de tragédias humanitárias e conflitos éticos”.
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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.



