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Kalil aumenta conta milionária no exterior mesmo com histórico de dividas trabalhistas

O depósito no exterior está entre os maiores valores declarados pelo pré-candidato; os valores declarados estão em bancos americanos com sedes em Nova York e Miami

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Alexandre Kalil é ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético
Alexandre Kalil é ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-presidente do Atlético • Amira Hissa/Divulgação

O ex-prefeito da capital, e candidato ao Governo de Minas, Alexandre Kalil (PDT), declarou à Justiça Eleitoral um aumento de 34,23% nos valores depositados em uma conta no exterior. O saldo em conta corrente, que na declaração de 2022 era de pouco mais de R$ 1,05 milhão, agora chegou à marca de R$ 1,4 milhão.

O depósito no exterior está entre os maiores valores declarados pelo pré-candidato.

Os valores declarados estão no banco americano Delta National Bank and Trust Company, que tem sedes em Nova York e Miami, nos Estados Unidos.

Nas eleições de 2016, quando Kalil foi eleito prefeito em Belo Horizonte pelo PHS, e em 2020, quando foi reeleito chefe do executivo municipal, não constavam valores mantidos em conta no exterior nas declarações à justiça eleitoral.

Como a Itatiaia já mostrou, Alexandre Kalil informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declaração de bens avaliada em R$ 5.941.176,84. O valor representa um aumento de 62,6% em relação aos R$ 3.652.820,88 declarados em 2022, quando ele também concorreu ao Executivo Estadual.

Todos os dados de registro de candidaturas são públicos, e a declaração de bens é aberta ao público no site do TSE

Histórico de dívidas trabalhistas

Enquanto o candidato informa crescimento de valores depositados no exterior, e aumento do total de patrimônio, Alexandre Kalil acumula histórico de dívidas trabalhistas relacionadas a empresas controladas pela família, e que são negociadas na justiça.

Em 2022, quando o valor milionário no exterior foi declarado pela primeira vez, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) registrava 125 processos trabalhistas contra duas empresas controladas por Kalil, a Erkal Engenharia Ltda, e Fergikal Ltda, que indicavam possível atraso de salários, não recolhimento de FGTS e sonegação de INSS.

Enquanto era prefeito em 2019, a 2ª Vara Cível do TJMG chegou a determinar a penhora de 20% do salário de Alexandre Kalil, para pagamento de dívida trabalhista relacionada a Erkal Engenharia. Naquela ocasião, o ex-prefeito recorreu da determinação, e afirmou que já tinha bens penhorados como garantia do pagamento da dívida.

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