Flávio critica Moraes por negar visita a Bolsonaro no Dia dos Pais
Filho do ex-presidente criticou a medida judicial que impediu o pai de receber visita dos filhos; advogados também repudiaram a decisão

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou, neste sábado (8), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebesse a visita dos filhos no Dia dos Pais, neste domingo (9). De acordo com o parlamentar, medidas como essa "têm dia e hora para acabar".
"Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora quer tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!", escreveu Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
A defesa do ex-presidente também repudiou a medida de Moraes. "Isolamento não é execução", publicou o advogado João Henrique Freitas. "O Brasil e o mundo acompanham, mais uma vez, o endurecimento de medidas contra quem já cumpre pena imposta em processo amplamente questionado", completou.
Os advogados haviam solicitado autorização para que Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro visitassem o ex-presidente durante a tarde em razão da data comemorativa. No pedido, a defesa afirmou que a solicitação tinha caráter excepcional e finalidade estritamente “humanitária e familiar”, com o objetivo de preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos.
Em decisão, o magistrado ressaltou que a motivação para a negativa foi a sanção de 30 dias sem visitas, salvo médicos e advogados, uma vez que o ex-presidente violou condições judiciais.
A situação de Flávio Bolsonaro ainda é diferente da dos irmãos. Em meados de julho, Moraes suspendeu visitas de Flávio Bolsonaro ao pai depois que ele divulgou nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
No documento, Bolsonaro designava Flávio como porta-voz na disputa eleitoral deste ano. Uma das restrições impostas ao ex-presidente proíbe que manifestações dele sejam divulgadas nas redes sociais, inclusive por terceiros.
A defesa recorreu da decisão, sob o argumento de que a suspensão integral das visitas seria desproporcional. Os advogados também afirmaram que Bolsonaro não sabia que a carta seria divulgada por Flávio e negaram qualquer combinação prévia para a publicação. Moraes encaminhou esse recurso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi chamada a se manifestar sobre a manutenção ou não da restrição.
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