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Governo federal discute futuro das bets com clubes de futebol

Reunião será com clubes das séries A e B do futebol brasileiro nesta terça-feira (29) para discutir os impactos e possíveis soluções após a Medida Provisória que pode afetar o mercado de apostas esportivas

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Ação foi proposta pelo marido, que alegou que a esposa realizava apostas em larga escala, contraía dívidas e comprometia o patrimônio familiar
Entidades do setor reagem à proibição das bets e defendem reforço da fiscalização • Joedson Alves/Agência Brasil

O governo federal agendou uma reunião nesta terça-feira (29) com clubes de futebol para discutir o futuro das bets após eventual proibição da Medida Provisória (MP). O encontro, organizado pelos ministérios do Esporte e da Fazenda, contará com a presença de representantes dos clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro.

O governo afirma que a discussão com os dirigentes teve início há quase dois meses. A proposta é estabelecer duas frentes de atuação: uma linha de crédito específica para os passivos dos clubes e outra voltada para crédito futuro.

A medida provisória pode fazer com que diversos clubes percam patrocínio de empresas que patrocinam clubes brasileiros e operavam no país.

Fontes próximas ao Palácio do Planalto indicam que o governo está aberto a ouvir as demandas dos dirigentes, mas ressaltam a necessidade de que os times se organizem internamente.

Membros do governo têm minimizado os possíveis impactos nos patrocínios dos principais times do país. Eles argumentam que muitos clubes têm uma situação financeira confortável no momento e que outras empresas, de segmentos diversos, já estariam procurando os clubes para substituir os patrocínios das casas de apostas.

O anúncio do cerco às empresas de apostas gerou uma série de repercussões no futebol. Na semana passada, os clubes lançaram um manifesto contra a proibição das casas de apostas em território brasileiro.

No documento, os clubes defendem que "o torcedor não pode pagar essa conta" e alertam que, ao "acabar com o mercado regulado, as apostas não acabam. O futebol é quem acaba".

O manifesto foi endossado por grandes clubes, como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG.

As críticas e a reação de clubes à MP seguiram após a confirmação da medida. Entidades e empresas ligadas ao setor de apostas prometem judicializar a questão.

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