O Partido da Causa Operária (PCO) oficializou neste sábado (9) a candidatura do jornalista Rui Costa Pimenta à Presidência da República nas eleições de 2026. O lançamento ocorreu durante ato realizado na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A legenda também confirmou o professor de matemática da rede estadual paulista Antônio Carlos Silva como candidato a vice-presidente, formando uma chapa pura.
Em seu discurso, Rui Costa Pimenta afirmou que pretende conduzir uma campanha com perfil "antissistema". O candidato fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendendo que mudanças no país não ocorrerão apenas por meio das eleições: "As eleições não vão mudar o país. Precisamos combater a ilusão eleitoral", afirmou.
Principais propostas da candidatura
Segundo o PCO, a campanha terá como foco:
- oposição ao que a legenda chama de imperialismo;
- defesa da independência política dos trabalhadores;
- críticas ao sistema político e eleitoral brasileiro;
- defesa da causa palestina como tema central do debate internacional.
O partido afirma que pretende utilizar a campanha eleitoral como instrumento de mobilização política e de defesa de um programa próprio.
Quinta disputa ao Planalto
A candidatura de Rui Costa Pimenta já havia sido aprovada por unanimidade durante convenção nacional realizada na última quarta-feira (5), em Brasília, e será sua quinta tentativa de chegar ao Palácio do Planalto. O jornalista já disputou a Presidência nas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014.
Antônio Carlos Silva, escolhido para a vice-presidência, é professor da rede estadual de ensino de São Paulo e integra os quadros da legenda.
Histórico de investigações
Rui Costa Pimenta e o PCO chegaram a ser investigados no âmbito do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, o dirigente prestou depoimento à Polícia Federal após publicações da legenda nas redes sociais com críticas e ataques a instituições democráticas. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apuração para verificar se recursos públicos destinados ao partido estavam sendo utilizados para promover ataques às instituições. Até o momento, não há condenação relacionada ao caso.