Michelle Bolsonaro recebe alta após procedimento com injeção local em nervo craniano
O médico responsável pelo procedimento explicou que a alta aconteceu porque, após o procedimento, a ex-primeira dama passou a noite sem dor

Michelle Bolsonaro (PL) teve alta nesta quarta-feira (23) do Hospital DF Star, em Brasília. A ex-primeira dama foi internada com dores de cabeça que persistiam desde domingo (20). Os médicos diagnosticaram como um quadro de enxaqueca refratária.
A internação ocorreu ontem (23) quando a candidata ao Senado Federal pelo Distrito Federal (DF) procurou o hospital. Ela esteve sob os cuidados da equipe médica de Brasil Caiado, que já tratou, em outra ocasião, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em nota, o médico informou que não havia previsão de alta, mas, nesta tarde ele disse à CNN, que Michelle passou por um procedimento chamado de bloqueio anestésico e, por ter passado a noite sem queixas, foi liberada.
Pelas redes sociais, a ex-primeira dama comemorou a alta e agradeceu pelas orações.
"De alta, graças ao meu bom Deus! Obrigada pelas orações, pelo carinho e por todas as mensagens que recebi. Deus abençoe cada um de vocês", disse.
O procedimento é a aplicação de uma injeção próxima ao nervo craniano e pericraniano que se deseja tratas. A medicação é uma combinação de corticosterioides. É uma técnica terapêutica alternativa, indicada para pacientes que não respondem bem a tratamentos por via oral.
Essa é a segunda vez que a candidata é internada com o mesmo quadro clínico. No início de agosto, poucos antes dias do início oficial da campanha eleitoral, ela teve que ir ao hospital. O que a impossibilitou de participar dos comícios programados para o começo da campanha.
A enxaqueca refratária é uma dor de difícil controle porque ela continua causando crises apesar do uso adequado de diferentes tratamentos preventivos e das medidas para controle. É uma doença neurológica que não costuma ter causa única, está relacionada a alterações na forma como o cérebro processa estímulos e dor, e tem alta influência genética.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a procedimento semelhante ao da esposa, mas para uma causa diferente. No seu caso, o bloqueio foi no nervo frênico para conter as crises persistentes de soluço durante a internação.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



