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Nunes Marques diz que ataque às urnas afasta eleitor da eleição

Presidente do TSE reforçou segurança e auditabilidade do sistema durante evento neste domingo em Brasília

PorBrasília
Presidente do TSE, Nunes Marques, em evento neste domingo (09)
Presidente do TSE, Nunes Marques, em evento neste domingo (09) • Jamile Ferraris/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender a credibilidade das urnas eletrônicas neste domingo (9) e afirmou que desacreditar o sistema de votação brasileiro significa afastar os eleitores do processo eleitoral.

A declaração foi dada durante a Corrida pela Democracia, realizada no autódromo de Brasília. O evento encerrou a primeira Semana Nacional do Sistema de Votação, promovida pela Justiça Eleitoral.

 

Segundo Nunes Marques, o sistema brasileiro consolidou sua credibilidade ao longo de três décadas por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e auditoria.

"Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil", afirmou o ministro durante o discurso de abertura do evento.

A nova manifestação ocorre em meio à preocupação da Justiça Eleitoral com a circulação de informações falsas sobre as urnas durante a campanha para as eleições de 2026.

No início da semana, na abertura do segundo semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral, Nunes Marques já havia classificado o modelo brasileiro como marcado por "robustez", "auditabilidade" e "permanente evolução tecnológica".

As declarações do presidente do TSE ocorrem após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderem uma reação da Justiça Eleitoral a ataques contra o sistema de votação e diante do avanço de conteúdos de desinformação relacionados às eleições.

Flávio Bolsonaro

Um dos episódios que aumentaram a pressão sobre o TSE ocorreu em julho, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresentou informações falsas sobre as urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores e representantes diplomáticos.

Na ocasião, o senador pediu que outros países enviassem o maior número possível de observadores para acompanhar as eleições brasileiras.

O episódio ocorreu em um contexto de retomada do debate sobre a segurança das urnas durante a campanha eleitoral. Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, também promoveu questionamentos sobre o sistema eletrônico de votação e acabou declarado inelegível pelo TSE.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista, que aceitará o resultado das eleições deste ano. Ao mesmo tempo, defendeu que o TSE adote novas medidas de transparência e segurança relacionadas às urnas eletrônicas.

A eleição de 2026 será realizada em outubro, com votação para presidente, governadores, senadores e deputados.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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