Itatiaia

Coligação de Lula leva ao TSE mais de 20 ações contra posts do PL e Flávio

Entre os pedidos estão conteúdos que utilizam IA sem aviso explícito, distorção de fatos e associações de Lula a crimes, corrupção e tentativa de aproximar o nome do presidente de pessoas investigadas

PorBrasília
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Sede do TSE, em Brasília • Amanda Carvalho/Itatiaia

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou mais de 20 pedidos de direito de resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra publicações atribuídas ao PL e ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Instagram. Segundo a solicitação, as postagens fazem parte de uma disseminação sistemática de conteúdos falsos, descontextualizados ou ofensivos contra Lula.

As ações questionam principalmente vídeos produzidos com inteligência artificial e outras formas de mídia sintética para associar o presidente a crimes e corrupção. A coligação afirma que há peças com questionários simulados e animações produzidas digitalmente sem a identificação obrigatória do uso da tecnologia. Pelas regras do TSE, qualquer conteúdo que tenha essas características deve informar isso de maneira “explícita, destacada e acessível”.

A defesa pede decisões liminares para que os conteúdos sejam retirados do Instagram enquanto os processos são analisados, com previsão de multa em caso de descumprimento. O pedido leva em consideração o alcance das publicações.

No julgamento definitivo, a coligação quer que o TSE conceda direito de resposta e determine a publicação dos esclarecimentos nos mesmos perfis pelo dobro do período em que o conteúdo permaneceu disponível, além da retirada definitiva das publicações consideradas irregulares.

Revisão de conteúdos que supostamente distorcem a realidade

Outras contestações indicam edições de declarações e entrevistas reais de Lula. Os documentos mostram trechos cortados, reorganizados ou repetidos em sequência para alterar o contexto original e produzir peças de deboche, inclusive com a alegação de que o presidente estaria zombando da inflação e da alta dos alimentos. De acordo com as regras da propaganda eleitoral, conteúdo fabricado ou manipulado para difundir fatos notoriamente inverídicos ou descontextualizados são proibidos.

O pedido de análise traz, ainda, uma publicação do perfil nacional do PL sobre uma investigação envolvendo o Lulinha, filho do presidente. Para a coligação, a situação é um dos exemplos de tentativa de associar Lula a investigações envolvendo outras pessoas.

No caso indicado o post dizia que “a maçã realmente não cai longe da árvore” e falava em “talento de família”. Para a defesa, as afirmações tentam transferir ao presidente acusações relacionadas ao filho e transforma uma investigação contra terceiro em ataque à honra de Lula.

Outro elemento mostrado são as publicações relacionadas à Operação Lava Jato. O conteúdo mostra um material que transmite a ideia de condenações válidas contra Lula, sem informar sobre a anulação dos processos pelo STF. Os advogados argumentam que a combinação de fatos reais com edições, omissões ou conclusões que consideram falsas pode induzir o eleitor a erro.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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