Rogério Marinho sobre Lula: 'Pra ganhar as eleições, ele praticamente assaltou a sociedade brasileira'
Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro acusa Lula de gastar R$ 400 bilhões pra 'comprar a consciência da sociedade brasileira'

O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o presidente Lula "assaltou a sociedade brasileira" ao aumentar de maneira significativa os gastos do governo durante o período eleitoral em busca de se reeleger. A declaração foi dada nesta sexta-feira (6), em São Paulo.
"Pra ganhar as eleições, ele [Lula] praticamente assaltou a sociedade brasileira. Ele utilizou mais de R$ 400 bilhões pra comprar literalmente a consciência da sociedade", disparou Marinho em entrevista à Jovem Pan.
"Isso é claramente, expressamente, vedado pela lei. Você dar benesses no ano eleitoral. Após a apresentação da Lei Orçamentária, foram R$ 60 bilhões. Antes, mais de R$ 300 bilhões. Isso tudo para ganhar as eleições. O único projeto que norteia o presidente [Lula] é permanecer no poder. O único projeto que o PT tem é de se agarrar ao poder, mesmo que signifique destruir o país", acrescentou Marinho.
Os argumentos foram apresentados por Marinho durante a entrevista ao defender o fim da reeleição.
"Por isso, eu sou a favor do fim da reeleição. A reeleição é um câncer que tomou conta do país. A máquina pública foi aparelhada. A instituição foi utilizada deliberadamente para subverter a consciência da população com benesses que não poderiam ser dadas ou que foram dadas de forma intempestiva, fora do tempo correto, sem nenhum lastro do ponto de vista da sustentabilidade fiscal", destacou ao apontar a responsabilidade do governo do PT no aumento do endividamento do país.
O senador Rogério Marinho afirmou que o grupo político ligado à campanha de Flávio apresentou 20 ações para cassar a chapa do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) por abuso de poder econômico.
Uma dessas ações que denuncia poder político nas eleições. , de autoria do partido Novo de Romeu Zema, foi admitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação de investigação judicial eleitoral contra a chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) por possível abuso de poder político nas eleições.
O corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a ação do Partido Novo preenche requisitos legais. A legenda pede a cassação da chapa reeleita e a declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos.
“A ação reúne condições para o seu regular processamento. O polo passivo é composto pelos integrantes da chapa supostamente beneficiada. Ao primeiro investigado atribui-se a edição dos atos impugnados, e ao segundo, além da condição de beneficiário, a participação em eventos de anúncio de algumas das medidas”, disse o juiz na decisão.
A ação do Novo aponta que o governo Lula editou 35 atos normativos, entre medidas provisórias e decretos, para criar ou ampliar benefícios entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026. Segundo o partido, as medidas representam um impacto estimado de R$ 73 bilhões.
A legenda afirma que o número iguala o total de iniciativas semelhantes dos três anos anteriores: 17 em 2023, quatro em 2024 e 14 em 2025. A Corregedoria do TSE já abriu outras 11 ações relacionadas à chapa Lula-Alckmin.
A chapa Lula e Alckmin não se manifestou sobre o assunto.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



