Câmara de BH: após cassações, Justiça eleitoral marca data para retotalizar votos a candidatos em 2020
TRE-MG fará novos cálculos para definir ocupantes dos assentos que pertenciam a Cesar Gordin (Solidariedade) e Wesley Moreira (PP)

A Justiça Eleitoral agendou, para a próxima quinta-feira (21), a sessão de retotalização dos votos dados aos candidatos a vereador de Belo Horizonte em 2020. O procedimento é necessário para definir as duas vagas abertas na Câmara Municipal da cidade após as cassações de Cesar Gordin (Solidariedade) e Wesley Autoescola (PP).
Os dois ex-parlamentares disputaram o pleito de 2020 pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Os votos de todos os integrantes da chapa montada pela agremiação foram anulados por fraude à cota de gênero.
A sessão de retotalização dos votos está prevista para começar às 14h, na sede dos cartórios eleitorais de BH, na Avenida do Contorno, na altura do bairro de Lourdes.
O que é a cota de gênero?
A cota de gênero faz parte da legislação eleitoral e determina que cada partido ou coligação reservem, ao menos, 30% das vagas da chapa proporcional (ou seja, de vereadores ou deputados) para um gênero - masculino ou feminino.
Desde que a regra passou a se tornar obrigatória, em 2009, a Justiça Eleitoral tem atuado para evitar as chamadas “candidaturas-laranja”, que simulam a candidatura sobretudo de mulheres com o objetivo de fraudar o cumprimento da regra.
O que dizem os cassados?
Nas redes sociais, Cesartambém por fraude à cota de gênero Gordin falou em “perseguição” ao comentar a decisão da Justiça Eleitoral.
“Arrumaram um jeito de movimentar em Brasília um processo de 2020 contra o partido que fui candidato e que não tenho nada a ver. Inclusive, se não fosse as candidaturas laranjas, teria tido quatro anos de mandato ao invés de um. Mas, quem vem de onde eu vim, sabe que nem sempre a Justiça é justa. Não temos o direito de desistir. O lugar que ocupo não é só meu. Estou abrindo caminhos e por isso seguimos na luta pelo certo”, afirmou.
Wesley Moreira, por sua vez, disse ter “absoluta convicção que não houve qualquer tipo de irregularidade que justificasse a nulidade dos votos”. "É, sobretudo, um enorme prejuízo aos eleitores que nos confiaram os seus votos”, protestou.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



