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Após “lei anti Oruam” em SP, deputados protocolam projeto similar em Brasília

O projeto de lei, apresentado por 47 parlamentares de diferentes partidos, proíbe artistas de fazer apologia ao crime em shows contratados com dinheiro público

O Trapper Oruam

A Câmara dos Deputados deve analisar um projeto de lei que proíbe artistas contratados com dinheiro público de realizarem apologia ao consumo de drogas, ao crime organizado e à prática de condutas criminosas.

A regra, se aprovada, irá contemplar as apresentações artistas contratadas ou incentivadas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal, alterando a Lei de Licitações, o Estatuto da Criança e do Adolescente, além da lei que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O texto, protocolado por 47 deputados, na última quinta-feira (4), também estabelece o crime de exposição de crianças e adolescentes a esses tipos de conteúdos.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ainda não deu andamento ao projeto.

O texto seguiu a mesma linha de um projeto de lei, que tramita na Câmara Municipal de São Paulo, chamado de “Lei Anti-Oruam”, que pede a proibição na contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil “que envolvam expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas”.

Um projeto semelhante também tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte.


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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.