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“Apologia ao crime em São Paulo não irá acontecer”, diz Ricardo Nunes sobre lei Anti-Oruam

Rapper, que atualmente tem a música mais ouvida do Brasil no Spotify, virou alvo de um projeto de Lei que pede a proibição na contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil

Um projeto de lei da vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP) tem causado polêmica. Chamado de “Lei Anti-Oruam”, a proposta, que tramita na Câmara Municipal de São Paulo, pede a proibição na contratação de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil “que envolvam expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas”.

No texto, a parlamentar não cita o rapper, que tem uma das músicas mais ouvidas no Spotify no Brasil, e é filho de Marcinho VP, um dos líderes de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. No entanto, criou um site chamado “Lei Anti-Oruam” e, em vídeos nas redes sociais, afirma que quer proibir o artista de se apresentar em São Paulo.

Nesta segunda-feira (10), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), comentou o projeto e disse não conhecer o rapper. “Pra você ver que eu tenho um bom gosto pra música, nunca ouvi a música desse cara [Oruam]. Pelo que vi, ela questionou sobre uma pessoa, não sobre a questão cultural. Seria até injusto colocar pra vereadora como se ela estivesse fazendo qualquer tipo de ação contra o funk ou qualquer outro tipo de expressão cultural. Aquela pessoa especificamente que ela tem colocado - evidentemente - se essa pessoa faz qualquer tipo de apologia ao crime, aqui nos palcos de São Paulo, com recurso público, ela não vai ter espaço”, pontuou Nunes.

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O prefeito da capital paulista completou que “apologia ao crime na cidade de São Paulo não irá acontecer, nós não vamos permitir em hipótese alguma que qualquer um que seja se inscreva nos nossos editais… que faça alguma apologia ao crime seja aceito, seja escolhido. Aqui, a gente não admite, nós não queremos isso, não aceitamos, a sociedade não deseja isso”, afirmou durante um evento para anunciar o investimento de recursos para a Cultura.

Sobre o projeto da vereadora Amanda, especificamente, Ricardo Nunes argumentou que ela questionou o artista e não o movimento do funk ou do rap como um todo. “Pelo que eu vi, ela não associou nada do funk ou do rap, ela associou a uma pessoa”, disse.

O que disse o rapper Oruam

Oruam se manifestou pelas redes sociais após o post feito pela vereadora. “Pô, quer ficar nessa daí? Vai proibir o ca*****, pô. Tu nem tem força para isso. Bobona. Eu nunca vi uma pessoa estudar para falar mer**. Só tu não falar meu nome, senão tu vai conhecer o capeta”, esbravejou o rapper.

Amanda decidiu registrar um boletim de ocorrência contra o cantor. Ela alega que as ameaças cerceiam o dever dela como vereadora de propor projetos de lei e defender as próprias convicções.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 12 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.