O senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS) chorou ao detalhar a situação no Rio Grande do Sul arrasado pelas chuvas sobre a região há seis dias. Ele citou o número de mortos no desastre humanitário e ambiental e afirmou que o cenário de guerra no qual se tornou a cidade de Porto Alegre é inédito e nunca visto em seus 74 anos.
“São relatos assustadores… Crianças que perderam os pais. Com certeza, teremos mais de 100 mortos. Tenho 74 anos e nunca vi uma situação semelhante a essa. As pessoas estão pedindo água, colchão para dormir… Enfim, é algo que nunca vimos, nunca pensamos e nunca imaginamos”, desabafou.
O político integrará a Comissão Temporária Externa de Trabalho, criada nesta segunda-feira (6) pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O grupo para tratar as questões relativas às chuvas à destruição do Estado terá 8 senadores; cinco das bancadas partidárias e os três eleitos pelo Rio Grande do Sul — Paim, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Irineu Orth (PP-RS).
Pacheco adiantou que ainda ouvirá o Palácio do Planalto e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sobre a possível elaboração de um ‘orçamento de guerra’ para agilizar a liberação de recursos destinados ao socorro às vítimas e à reconstrução das cidades destruídas na tragédia.
O presidente também insistiu ser necessário centralizar as ações dos Três Poderes ao invés de conceber estratégias isoladas. “É muito importante uma centralização das medidas. É muito importante ouvir o Governo Federal e o governador Eduardo Leite para encaminhar as medidas todas. Se for preciso PEC, nós faremos, se for preciso lei complementar ou lei ordinária, nós faremos”, afirmou.