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Após deixar Fazenda, Gustavo Barbosa ganhará R$ 12 mil como assessor de Zema

Governo de Minas oficializou, nesta terça-feira (27), a exoneração de Gustavo Barbosa do cargo de secretário de Fazenda

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O secretário de Fazenda de Minas Gerais, Gustavo Barbosa
Gustavo Barbosa deixa Fazenda, mas ganhará R$ 12 mil como assessor de Zema • Gil Leonardi / Imprensa MG

Fora do Governo de Minas após exoneração publicada nesta terça-feira (27), o ex-secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa, permanecerá na estrutura do Executivo estadual com salário mensal de R$ 11,9 mil. As informações foram confirmadas pela assessoria do governo após questionamento da Itatiaia.

Barbosa foi exonerado nesta terça-feira (27), após uma semana em que sua demissão já corria nos bastidores do Palácio Tiradentes. Com a oficialização, também foi confirmado que o secretário-adjunto da pasta - o equivalente ao número 2 da Fazenda, Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes, assume a titularidade de forma interina.

Em comunicado, o Governo de Minas confirmou que Gustavo Barbosa ocupará o posto de assessor para assuntos estratégicos do governador Romeu Zema e do vice-governador Mateus Simões, ambos do partido Novo. A função é vinculada à Secretaria-Geral do Governo, chefiada por Marcel Beghini.

"O cargo a ser ocupado será remunerado com provimento em comissão DAD-12. Além disso, Gustavo Barbosa receberá uma gratificação temporária estratégica GTED-5 SG1100119, da Secretaria-Geral", diz nota divulgada pelo governo à reportagem.

A reportagem também questionou o governo se Barbosa permanecerá recebendo os jetons, mas ainda não obteve resposta.

Gustavo Barbosa exonerado

Gustavo Barbosa deixa o cargo após cinco anos. Ele chegou ao Governo de Minas no primeiro dia de mandato de Zema com o objetivo de aprovar o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em Minas, algo que ele já tinha feito no Rio de Janeiro. Um projeto de lei que pede adesão ao plano foi apresentado ainda em 2019, mas sofreu resistência da Assembleia Legislativa no primeiro mandato e, agora, de outras lideranças políticas.

Com isso, o RRF perdeu força até mesmo dentro do Executivo estadual, quando Zema e outras lideranças do governo passaram a endossar a negociação capitaneada pelo presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), para uma solução alternativa para a dívida do estado com a União. O valor gira em torno de R$ 160 bilhões.

A principal crítica ao projeto do Regime de Recuperação Fiscal é que ele praticamente congelaria os investimentos públicos no estado por um período de nove anos, além de reduzir a possibilidade de reajustes de salários para o funcionalismo público, em troca de um refinanciamento da dívida, com parcelas mais suaves e que seriam elevadas progressivamente. No entanto, segundo Pacheco, ao final dos nove anos, a dívida, mesmo com esse esforço, saltaria para R$ 210 bilhões.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.