ALMG deve votar reajuste para servidores sem obstrução da oposição

Por conta das eleições deste ano, reajustes com ganho real só podem ser concedidos até 180 dias antes do pleito

A última recomposição salarial anunciada pelo governo de Minas Gerais foi em 2024.

A oposição do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) não irá fazer obstrução ao texto enviado pelo Executivo que propõe recomposição salarial aos servidores.

Interlocutores ouvidos pela Itatiaia afirmam que a avaliação é de que a obstrução da pauta irá prejudicar os servidores, apesar da ideia de que é possível fazer melhorias no projeto de lei.

O estado propõe conceder um reajuste de 5,4% aos quadros do Executivo, percentual que deve garantir o pagamento do piso do magistério.

A proposta prevê o pagamento retroativo a partir de 1º de janeiro de 2026.

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Ao todo, segundo o governo, 673 mil servidores serão contemplados pela recomposição, gerando um adicional de aproximadamente R$ 3,4 bilhões anuais para a folha de pagamento de Minas.

Por conta das eleições de outubro, reajustes com ganho real só podem ser concedidos até 180 dias antes do pleito; portanto, o prazo para a aprovação é até o próximo dia 4 de abril.

A última recomposição salarial anunciada pelo governo de Minas Gerais foi em 2024, quando o Executivo concedeu um reajuste de 4,62%.

Se aprovado pelo Legislativo, esse será o terceiro reajuste geral concedido pelo governador ao longo dos oito anos de mandato, já que Zema se prepara para deixar o cargo nos próximos dias para se dedicar integralmente à pré-campanha à Presidência da República.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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