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“A única empresária de esquerda aí, a Magazine Luiza, está se ferrando. Está afundando”, diz Bolsonaro, no início da reunião, ocorrida em julho de 2022.
O encontro, marcado por críticas à Justiça Eleitoral, estava em posse do coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. A operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF, apura possível plano de intenções golpistas para que a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse invalidada.
“O Datafolha continua mantendo a posição de 45% e, por vezes, falando que Lula ganha no primeiro turno. Acho que ganha, sim. As pesquisas estão exatamente certas, de acordo com os números que estão dentro dos computadores do TSE”, aponta Bolsonaro, em outro trecho do vídeo.
Durante a reunião, o então presidente faz considerações sobre as conjunturas políticas de países sul-americanos, como a Venezuela e a Bolívia. Ele ainda critica o ministro Edson Fachin, do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Bolsonaro, Fachin assinou “acordo com outros países para fiscalizar a eleição” no Brasil. A fala é, possivelmente, uma menção a missões internacionais que desembarcaram no país com o objetivo de observar o pleito. A prática é um costume de democracias mundo afora.
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