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Vereadora de BH rebate pedido de cassação apresentado por Kalil: “oportunista”

Fernanda Altoé, do Novo, disse que ex-prefeito reivindica punição a ela porque ‘não tem nada para falar’

Alvo de um pedido de cassação apresentado por Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte, a vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), disse que o pessedista agiu de “forma oportunista” no caso. Na quarta-feira (6), ele enviou, à Câmara Municipal, uma petição acusando a parlamentar de utilizar o cargo no Legislativo da capital para beneficiar o governador Romeu Zema (Novo) na eleição de 2022. Kalil disputou o Palácio Tiradentes contra o então candidato à reeleição.

“Esse pedido de cassação, na verdade, é a cara do Brasil. Alexandre Kalil (está) falando em quebra de decoro da minha parte porque ele não tem nada para falar”, afirmou Altoé, em vídeo publicado dois dias atrás no Instagram.

No pedido de cassação, Kalil questiona a postura de Altoé ante a desistência, por parte da Procuradoria-Geral do Município de Belo Horizonte (PGM-BH), de cobrar uma dívida referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que ele tinha com o poder público municipal. Segundo o ex-prefeito, a vereadora sabia da renúncia à cobrança desde abril de 2022, mas só pediu explicações à Procuradoria em agosto do mesmo ano, já durante a campanha eleitoral.

“Nesse momento tumultuado da Câmara Municipal de Belo Horizonte, onde dois pedidos de cassação de vereadores foram votados em plenário, o ex-prefeito Alexandre Kalil, de forma oportunista, pede a minha cassação. Qual o seu argumento? Que eu demorei 96 dias para apresentar um pedido de informações sobre o arquivamento de uma de suas dívidas de IPTU. Ele alega desvio de finalidade e abuso das minhas prerrogativas como vereadora, não só em meu direito — mas em meu dever — de fiscalização”, reclamou o parlamentar, em menção à abertura de processo de cassação contra o presidente da Casa, Gabriel Azevedo (sem partido), e à rejeição da abertura de investigação contra Marcos Crispim (Podemos).

No vídeo, Altoé cita a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Abuso de Poder, que apresentou relatório recomendando a investigação de pessoas ligadas a Kalil.

“Foi em meu dever e poder de fiscalização que descobri que o município estava pagando dívida trabalhista de Alexandre Kalil e que eu descobri a omissão da Procuradoria do Município na condução de processos que executavam dívidas de IPTU dele com esta cidade. E, agora, ele vem alegar que demorei 96 dias para fazer a primeira comunicação de arquivamento de dívida de IPTU de imóvel que encontramos na CPI”, falou.

As alegações de Kalil

No documento enviado à Câmara, Kalil diz que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) atestou a legalidade da decisão da Procuradoria-Geral de BH. Ainda segundo o ex-prefeito, o MMG sequer abriu apuração para investigar a desistência da cobrança do débito.

Para Kalil, mesmo que Altoé não soubesse da renúncia à cobrança, deveria ter pedido explicações imediatas à Prefeitura de BH — e não 96 dias depois.

Fernanda Altoé não estava, em tese, interessada em zelar pela coisa pública, como é seu dever. Pretendia criar um fato político em desfavor de Alexandre Kalil, beneficiando Romeu Zema nas eleições para o Governo do Estado de 2022”, lê-se em trecho da representação.

Kalil foi procurado por meio de sua assessoria para comentar as críticas de Altoé. Se houver resposta, este texto será atualizado.

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