Agência Nacional de Mineração nomeia 40 novos servidores para fiscalização de barragens; 17 são para Minas Gerais

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, ministro Alexandre Silveira (PSD) destacou que prioridade do governo Lula é atuar de forma rigorosa para prevenir novas tragédias

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

Uma das prioridades do governo Lula neste início de mandato é aumentar a fiscalização de barragens de rejeitos de mineração. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), aponta que já foram tomadas ações para isso, como a criação do Comitê de Segurança de Barragens e a nomeação, após concurso, de 40 novos servidores na Agência Nacional de Mineração (ANM). Desse total, 17 deles atuarão em Minas Gerais.

“Parte destes técnicos atuarão na fiscalização do setor e controle de segurança de barragens para que a gente possa fortalecer cada vez mais uma mineração sustentável e segura”, disse ele. “Nós sabemos que a mineração é uma atividade que, quando feita dentro da legalidade, respeitando a sustentabilidade e com contrapartida social adequada, é importante para o desenvolvimento nacional”.

Segundo Silveira, é necessário continuar melhorando a estrutura da ANM para evitar novas tragédias como as ocorridas em Mariana e em Brumadinho. “Precisamos ter uma agência vigorosa na fiscalização e que atue com todo o rigor da lei para prevenir qualquer tipo de acidente ou de tragédia que tire uma vida sequer. Nós sabemos a responsabilidade que temos nesse sentido e não faltará trabalho para evitar novas tragédias em Minas Gerais”, acrescentou o ministro.

Repactuação do Acordo de Mariana

Alexandre Silveira explicou que a postura do governo Lula em relação ao Acordo de Mariana é realizar não apenas o maior acordo de reparação ambiental e indenização em termos de valores, mas também o melhor acordo possível. Como mostrou a Itatiaia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se reuniram com Silveira e outros ministros de Lula para debater o tema na quarta-feira (5).

“O melhor acordo é aquele que vai atender as vítimas dessa tragédia que sensibilizou todos os brasileiros e brasileiras”, declarou Silveira. “É necessário nos aprofundarmos nos termos do acordo e em especial na gestão dos recursos que vão reparar esses danos ambientais e atender as pessoas atingidas para que nós possamos ter segurança jurídica e social que os atingidos sejam realmente reparados por aquelas empresas que causaram esse dano tão grave à sociedade”, concluiu o ministro de Minas e Energia.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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