Viajar
De acordo com o Ministério do Turismo, a presença de animais de estimação já influencia nas escolhas de hospedagem e destinos, e destaca que o crescimento do setor acompanha a mudança do vínculo afetivo com os pets e a busca por experiências compartilhadas na natureza.
No entanto, nem todo animal está apto para as atividades intensas do turismo de aventura, dizem os veterinários. Em orientações divulgadas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a recomendação é avaliar idade, condicionamento físico, raça e estado de saúde antes de trilhas ou longos deslocamentos.
Segundo o conselho, “o planejamento prévio é fundamental para evitar estresse térmico, lesões e desidratação durante passeios prolongados”.
A Itatiaia listou alguns cuidados essenciais no turismo de aventura com pets:
- Verificar se o destino permite animais, conforme regras ambientais do ICMBio.
- Avaliar condição física, idade e saúde do pet antes da viagem.
- Levar água, alimento, guia, identificação e kit de primeiros socorros durante trilhas.
- Evitar calor excessivo, terrenos perigosos ou esforço prolongado.
- Recolher dejetos e não permitir contato com fauna silvestre.
Impactos ambientais
A entrada de animais domésticos em unidades de conservação deve seguir regras específicas, já que cães e gatos podem transmitir doenças à fauna silvestre. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ressalta que “a presença de animais domésticos em áreas naturais sensíveis precisa ser controlada para proteger a biodiversidade”.
Mesmo com restrições, a experiência pode ser positiva quando o tutor busca informação. A médica-veterinária Aline Rabelo explica que atividades moderadas fortalecem o vínculo e estimulam a saúde física. Segundo ela, “com preparo adequado, hidratação e respeito aos limites do animal, passeios na natureza podem ser seguros e enriquecedores”.