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A progressão costuma ser silenciosa. O acúmulo de placa bacteriana endurece sobre os dentes, formam o cálculo dentário que provoca
Para a odontologista veterinária Nicole Casara,
Mesmo quando o tártaro é visível, a solução não está em limpezas superficiais. O Conselho Regional de Medicina Veterinária de Goiás (CRMV-GO) explica que a remoção apenas do cálculo aparente não trata a doença periodontal profunda, destacando que “a remoção do tártaro visível não significa tratamento periodontal efetivo”. Isso ocorre porque a infecção se desenvolve abaixo da linha da gengiva, exigindo avaliação e procedimento veterinário específico.
Estudos clínicos também identificam a presença simultânea de gengivoestomatite, doença periodontal e lesões de reabsorção dentária, especialmente em gatos idosos. Ou seja, a deterioração bucal pode avançar sem sinais claros para o tutor.
A rotina mais segura, segundo Casara, é a escovação com produtos específicos, alimentação adequada e acompanhamento veterinário periódico. Assim, o tutor evita a necessidade de intervenções mais invasivas.
Quando o gato pode precisar de tratamento contra tártaro? A Itatiaia resumiu:
- Mau hálito persistente, gengiva inflamada ou dor ao mastigar, sinais comuns de doença periodontal.
- Perda de apetite, salivação ou dificuldade para comer, indicativos de sofrimento oral.
- Acúmulo visível de cálculo dentário ou dentes frouxos, que exigem avaliação veterinária.
- Doenças bucais associadas em gatos mais velhos, como gengivoestomatite e reabsorção dentária.
- Risco de infecções sistêmicas quando o problema não é tratado.