Como refrescar um gato: dicas para proteger os bichanos do calor

Altas temperaturas podem causar golpe de calor em felinos; água fresca, ambientes ventilados e atenção aos sinais ajudam a prevenir

Com a chegada de dias de calor intenso, típicos do verão brasileiro, especialistas alertam para os riscos que as altas temperaturas representam para os gatos. Quando os termômetros passam dos 35 °C, o bem-estar dos felinos fica ameaçado, já que eles têm dificuldade para regular a própria temperatura corporal e podem sofrer golpe de calor, uma condição grave que exige atendimento veterinário imediato.

De acordo com veterinários ouvidos pelo site de notícias Infobae, os gatos possuem mecanismos limitados para lidar com o calor. Eles transpiram apenas pelas almofadas das patas e pelo nariz, além de recorrerem ao hábito de se lamber para tentar se refrescar. Estarem ofegantes não é comum na espécie e, quando acontece, indica emergência. O pelo, ao contrário do que muitos imaginam, funciona como um isolante natural e ajuda a proteger contra queimaduras solares.

Alguns animais são mais vulneráveis, como gatos idosos, filhotes, aqueles com doenças pré-existentes e raças braquicefálicas, como o persa. Fatores ambientais também agravam o risco, entre eles a falta de água fresca, ambientes pouco ventilados, exposição direta ao sol e permanência em locais fechados.

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O golpe de calor pode se manifestar por sinais como ofego excessivo, apatia, salivação intensa, mucosas azuladas, tremores, desorientação, vômitos e diarreia. Desidratação, perda de apetite, convulsões e pequenas manchas avermelhadas na pele também são motivos para procurar ajuda profissional com urgência. Segundo especialistas, o tempo é decisivo nesses casos e a intervenção rápida pode salvar a vida do animal.

Uma das principais medidas de prevenção é garantir acesso permanente à água limpa e fresca ao longo do dia. Veterinários recomendam trocar a água várias vezes e, em dias muito quentes, adicionar cubos de gelo para manter a temperatura mais baixa. Disponibilizar mais de um bebedouro pela casa e usar fontes com água em movimento pode estimular o consumo. A ração úmida e pequenas porções de caldo ou água congelada também ajudam na hidratação.

Manter o ambiente fresco e bem ventilado é outro ponto fundamental. Os gatos devem ter acesso a locais com sombra, longe do sol direto. Ventiladores, ar-condicionado e janelas abertas com telas de proteção são alternativas seguras. Toalhas úmidas no chão e superfícies frias nos locais de descanso ajudam a reduzir a temperatura corporal. A escovação regular remove pelos mortos e melhora a circulação de ar junto à pele.

A atividade física intensa deve ser evitada nos horários mais quentes do dia. Brincadeiras e exercícios devem ficar para o início da manhã ou o fim da tarde. Os especialistas reforçam que o gato nunca deve ser forçado a se movimentar quando está calor e alertam para o perigo de deixá-lo em veículos ou cômodos sem ventilação, onde a temperatura pode subir rapidamente.

Ao perceber sinais de superaquecimento, a orientação é levar o animal para um local fresco, umedecer o corpo com água em temperatura ambiente e buscar atendimento veterinário imediatamente. Não se deve usar gelo ou água muito fria, pois isso pode piorar o quadro. Passar uma toalha úmida nas patas, barriga e pescoço pode ajudar, sempre respeitando os limites do gato. A tosa não é recomendada, mesmo em animais de pelo longo.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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