Microchipagem em cães ajuda a identificar pets perdidos e aumenta chances de reencontro

Especialistas explicam como funciona o dispositivo, quando ele é indicado e por que a identificação eletrônica é considerada um recurso importante de segurança

Em programas públicos de identificação animal, o método também tem sido utilizado para melhorar políticas de controle populacional e proteção animal

Em cidades grandes, onde há grande circulação de pessoas e veículos, encontrar um cachorro desaparecido pode ser muito difícil. Nesse cenário, a microchipagem de cães tem se consolidado como uma ferramenta importante de identificação permanente dos animais.

O microchip é um pequeno dispositivo eletrônico implantado debaixo da pele do animal, geralmente na região do pescoço, por meio de uma aplicação semelhante a uma injeção. O dispositivo tem um número único que pode ser lido por um scanner utilizado por clínicas veterinárias, abrigos e órgãos públicos.

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a microchipagem é um método seguro e eficaz de identificação animal.

“O microchip é um dispositivo eletrônico implantado sob a pele do animal que contém um código numérico único. Esse número pode ser lido por um leitor específico e vinculado aos dados do tutor em um banco de dados”, explica o CFMV em material informativo.

Como funciona a identificação por microchip

O dispositivo utilizado na microchipagem não possui bateria nem sistema de rastreamento por GPS. Ele funciona por radiofrequência e apenas transmite o código quando é aproximado de um leitor compatível.

Em programas públicos de identificação animal, o método também tem sido utilizado para melhorar políticas de controle populacional e proteção animal.

“A identificação permanente dos animais facilita o controle populacional, combate o abandono e ajuda a responsabilizar os tutores”, destaca o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) em orientações sobre guarda responsável.

Após a implantação, o código precisa ser registrado em um banco de dados com informações do tutor, como telefone e endereço. Esse registro é fundamental para que a identificação funcione na prática.

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Veterinários e entidades de proteção animal consideram a microchipagem uma medida importante para aumentar as chances de reencontro entre tutores e animais perdidos. O sistema ajuda principalmente em situações de fuga, abandono ou resgate.

“A microchipagem é uma ferramenta importante para a identificação permanente de cães e gatos e pode facilitar a devolução do animal ao tutor quando ele é encontrado”, destaca o CRMV-SP.

Em algumas cidades e países, a identificação eletrônica já é obrigatória para cães, especialmente em programas de controle populacional ou adoção.

No Brasil, a microchipagem ainda não é obrigatória na maioria dos municípios, embora algumas cidades tenham legislações específicas para programas de identificação animal.

Mesmo não sendo exigida por lei em todos os lugares, especialistas recomendam o procedimento como uma medida de segurança adicional para o pet.

Embora coleiras e plaquinhas com telefone continuem sendo úteis, elas podem cair ou ser removidas. O microchip, por sua vez, permanece no corpo do animal ao longo da vida, funcionando como uma forma permanente de identificação.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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