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Gato resgatado da rua vira supervisor em lotérica e faz sucesso entre os clientes: ‘Funcionário dedicado’

Além de dar o exemplo, o gatinho Gargamel é um amuleto da sorte para os jogos realizados no local

O gato Gargamel, de apenas 4 meses, tem chamado a atenção dos clientes de uma lotérica em Belém, no Pará. Resgatado da rua, o animal é carinhosamente considerado o ‘supervisor’ do estabelecimento, circula pelas mesas do local e faz a alegria dos trabalhadores.

A reportagem da Itatiaia conversou com Cristina Silva, de 47 anos, operadora de caixa da lotérica e irmã de Pedro, tutor do Gargamel e o responsável por levá-lo para o local diariamente. Ela contou a história do gatinho e relatou o impacto que ele causa no dia a dia no trabalho.

“Todo mundo diz que ele é o nosso supervisor, porque ele fica de uma máquina para outra e anda em cima das mesas. Ele passa o dia todinho supervisionando o trabalho e olhando. Ele acha interessante. Fica olhando o movimento das impressoras e presta atenção nas telas das máquinas”, diz Cristina.

“Funcionário dedicado” da lotérica, Gargamel se adaptou rapidamente à rotina de trabalho. Acorda 5:30 da manhã, ‘chama’ Pedro e acompanha seu tutor no trabalho. Lá, ele encanta todos que o conhecem, dá o exemplo e exala fofura. Confira mais fotos do gatinho:

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Além de chamar a atenção pela fofura, Gargamel está se tornando amuleto da sorte da loteria, após “colocar a pata” em um jogo e o bolão ser sorteado.

“Ele colocou a parta em cima do jogo e um rapaz levou. E nesse dia, por coincidência, porque a gente não pode dizer que afirmar que foi, mas saiu um prêmio no determinado bolão. Aí todo mundo: ‘gato premiado’ e ‘gato da sorte’. E aí também criou-se essa história de gato da sorte, porque ele tá dentro de uma loteria diariamente, né?

Resgatado da rua

Gargamel foi resgatado por Pedro das ruas de Belém quando ainda era recém-nascido. O tutor começou a cuidar do gato, mas sem o levar para casa. Durante caminhadas, ele encontrou uma ninhada de 6 ou 7 gatos sob os cuidados da mãe, se comoveu com a situação e passou a levar ração diariamente para eles. Depois de 20 dias, Pedro se apaixonou pelo mais “arisco” dos filhotes e resolveu o levar para casa.

A ida de Gargamel para a lotérica aconteceu por um medo de Pedro de perder o filhote, após outros pets da família, que ficavam em casa, terem falecido com suspeita de envenenamento.

Cristina ainda fez um apelo para as pessoas resgatarem mais animais da rua. Ela pensa que o acolhimento da família e da lotérica a Gargamel possa inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo, além de ressaltar a importância de não abandonar os filhotes em locais impróprios.

*Sob supervisão de Rômulo Ávila


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Estagiário de redes sociais e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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