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Tensão entre EUA e Irã cresce com risco de guerra terrestre

De acordo com presidente do parlamento iraniano, as forças do país estão “aguardando” tropas americanas; guerra já passa dos 30 dias

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Um obuseiro autopropulsado israelense dispara projéteis em direção ao sul do Líbano a partir de uma posição na Alta Galileia, no norte de Israel, perto da fronteira, em 20 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, lançaram foguetes contra Israel após o assassinato do líder supremo da república islâmica. (Foto de Jalaa MAREY / AFP) • Jalaa Marey/ AFP

No 30° dia de guerra, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que as forças do país estão “aguardando” o momento em que as tropas americanas irão atacá-los. Neste domingo (29), ele acusou os EUA de planejarem uma invasão terrestre enquanto conversavam sobre negociações.

“O inimigo envia mensagens públicas de negociação enquanto planeja secretamente uma invasão terrestre, sem saber que nossos homens estão esperando que as tropas americanas entrem em território inimigo, prontas para causar devastação e punir permanentemente seus aliados regionais”, expôs Ghalibaf.

Ainda em sua declaração, o parlamentar afirmou que, ao oferecer um diálogo direto, os EUA esperavam alcançar por meio de negociações o que não foi possível alcançar com a guerra.

“Os Estados Unidos falam de suas aspirações, apresentando o que não conseguiram alcançar na guerra como uma lista de 15 pontos a serem perseguidos por meio da diplomacia”, acrescentou.

Apesar das declarações feitas pelo líder iraniano, na última quinta-feira (26), o secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que o país pode alcançar seu objetivo sem precisar fazer uso de tropas terrestres. Já a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump não planeja enviar tropas terrestres para o Irã.

O que se sabe sobre o conflito

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Desde então, há tentativas diplomáticas para encerrar o confronto. Representantes de países como Turquia, Egito e Arábia Saudita discutem o tema em reuniões no Paquistão.

O conflito já afeta a economia mundial. O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo global. Isso provocou aumento nos preços de energia em vários países. Além disso, ataques continuam sendo registrados. O Irã afirmou ter atingido fábricas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. Já bombardeios também atingiram áreas iranianas, deixando mortos.

Moradores relatam medo e insegurança. “Só queremos uma vida normal”, disse uma mulher em Teerã. A tensão pode aumentar ainda mais com a participação de aliados do Irã, como os rebeldes huthis do Iêmen, que já lançaram ataques contra Israel.

Acordo nuclear entre EUA e Irã

No início de fevereiro, representantes de Estados Unidos e Irã negociavam em Omã um possível acordo nuclear entre os países que buscava restringir a criação de um arsenal pelo exército iraniano. “Não há arsenal nuclear do Irã. Então, como na guerra no Iraque também não haviam armas de destruição em massa e eles atacaram centenas de milhares de pessoas por supostas armas que não existiam, é também o caso do Irã”, explica o professor José Luiz Quadros.

“Esse ataque para destruir o arsenal, na verdade, a pesquisa nuclear do Irã é mais uma ação irresponsável do ‘Império Norte-Americano’, o império que mais começou guerras na história da humanidade”, conclui. Para Leonardo Paz, é difícil “ver um cenário pós-conflito em que o Irã realmente aceita fazer um acordo, tendo ele sido atacado duas vezes no meio de negociações de acordo, no ano passado e neste ano, tendo feito um acordo e o Trump ignorado em menos de um ano”.

* Com informações de CNN

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.