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EUA derrubam oito drones explosivos sobre Erbil, no norte do Iraque

Defesa aérea interceptou oito drones explosivos sobre Erbil; não houve vítimas, segundo autoridades curdas

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EUA lançaram uma onda de ataques contra o Irã em 15 de julho • FOTO AFP / MARINHA DOS EUA / ASSUNTOS PÚBLICOS DO NAVCENT

Os Estados Unidos e forças da coalizão internacional interceptaram e destruíram oito drones carregados com explosivos na noite desta quarta-feira (15) sobre Erbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano. A informação foi divulgada pelas forças curdas de contraterrorismo.

Jornalistas da AFP que estavam na cidade relataram ter visto os drones sobrevoando Erbil antes de serem abatidos pelas defesas antiaéreas. As interceptações provocaram explosões e uma coluna de fumaça nas proximidades do consulado dos Estados Unidos, alvo frequente de ataques com drones e foguetes durante os conflitos no Oriente Médio.

Segundo as autoridades curdas, os oito drones foram destruídos entre 20h53 e 21h20 no horário local (14h53 e 15h20 em Brasília). Nenhum grupo reivindicou a autoria da ação e, até o momento, não há registro de mortos ou feridos. As explosões são as primeiras registradas nas imediações do consulado norte-americano desde o início do cessar-fogo firmado em abril.

O episódio ocorre durante a visita oficial do primeiro-ministro do Iraque, Ali al Zaidi, a Washington, onde foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ação também acontece em meio ao aumento das tensões militares entre Washington e Teerã.

Durante a guerra no Oriente Médio, a região do Curdistão, onde estão instaladas tropas norte-americanas e empresas petrolíferas estrangeiras, tornou-se um dos principais alvos de ataques com drones promovidos, em sua maioria, por grupos armados iraquianos alinhados ao Irã.

Essas organizações, reunidas sob a denominação Resistência Islâmica no Iraque, realizaram mais de 600 ataques contra instalações dos Estados Unidos em território iraquiano, segundo informações das autoridades.

Ali al Zaidi estabeleceu o prazo até 30 de setembro para que os grupos pró-Irã entreguem as armas. A data coincide com o encerramento da missão da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos contra grupos jihadistas. Enquanto algumas facções sinalizaram disposição para cooperar, outras rejeitaram o desarmamento e afirmaram que pretendem ampliar sua capacidade militar.

Além disso, desde o início do conflito — inclusive após o cessar-fogo de abril —, o Irã também intensificou ataques contra grupos rebeldes curdos iranianos que mantêm bases e acampamentos na região do Curdistão iraquiano.

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