Belo Horizonte
Itatiaia

Ataques russos com mísseis e drones matam 13 pessoas e ferem 50 na Ucrânia

Bombardeios coordenados atingiram diversas regiões do país nesta quarta-feira (15); segundo a ONU, conflito vive o período mais letal para civis em mais de quatro anos de invasão

Por
Ataques em Kiev, na Ucrânia (imagem ilustrativa) • Roman Pilipey / AFP

Uma nova onda de ataques aéreos coordenados pelas forças russas deixou ao menos 13 mortos e 50 feridos em várias regiões da Ucrânia nesta quarta-feira (15). A escalada ocorre em um momento de forte intensificação dos bombardeios de ambos os lados. De acordo com dados recentes da Organização das Nações Unidas (ONU), o mês de junho de 2026 foi registrado como o mais letal para a população civil ucraniana desde abril de 2022.

Segundo informações de autoridades locais, as investidas russas atingiram múltiplos alvos civis e de infraestrutura. Na região de Sumy, na Região Norte do país e próxima à fronteira com a Rússia, bombas lançadas por Moscou mataram três pessoas e feriram 17, incluindo um adolescente de 16 anos.

No Sul, a província portuária de Odessa enfrentou o quinto dia consecutivo de bombardeios com mísseis e drones. O balanço local aponta três mortos e oito feridos, além de danos severos a um depósito de suprimentos, a um gasoduto e a um edifício residencial. Na vizinha Zaporizhzhia, os serviços de emergência confirmaram mais três óbitos e 15 feridos após fortes explosões destruírem fachadas de prédios.

Vítimas fatais também foram registradas nas regiões de Donetsk (duas mortes), Mykolaiv (uma morte) e Kryvyi Rih (uma morte).

Balanço militar e justificativas

A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia utilizou um contingente de 122 drones de ataque e dois mísseis na ofensiva de quarta-feira. Os sistemas de defesa aérea ucranianos relataram ter interceptado e abatido 101 desses drones.

Por outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou os ataques, mas alegou que as operações miraram exclusivamente infraestruturas logísticas e de suporte militar.

De acordo com o comunicado oficial de Moscou, os bombardeios focaram nos portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro, descritos como rotas de reabastecimento das Forças Armadas da Ucrânia. O governo russo declarou ainda ter atingido depósitos de combustíveis, linhas de montagem de drones e embarcações militares.

A forte investida de Moscou ocorre em paralelo à intensificação das ações de Kiev, que recentemente aumentou os ataques contra navios cargueiros no Mar de Azov, hidrovia vital tanto para o escoamento agrícola russo quanto para o abastecimento da península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014.

Por

Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo UniBH e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela PUC Minas. Trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.