Mulher que perdeu a casa após terremotos na Venezuela diz que é ‘triste pensar no futuro’
Reyna Escalona morava em La Guaira

“Não sei nem o que pensar, de verdade, porque é triste pensar nisso [o futuro] agora”, afirma Reyna Escalona, de 63 anos. A profissional de saúde perdeu a casa onde morava em La Guaira, região mais afetada pelos terremotos que ocorreram na Venezuela em 24 de junho.
À Itatiaia, ela contou que optou por ficar na casa de parentes para ceder o lugar nos abrigos para quem não tem onde ficar.
Reyna é uma das milhares de pessoas que ficaram desabrigadas por causa dos terremotos que atingiram o país. O governo venezuelano fala em 190 edifícios destruídos por completo, sendo 80% em La Guaira. No entanto, a ONU calcula 10 mil edifícios, já dados da Agência Espacial Europeia sugerem 58.000 edificações danificadas.
Sobrevivente
Sobrevivente dos terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho, o trabalhador autônomo Juan Carlos Muñoz, de 43 anos, diz ser a prova viva de que milagres existem. Ele estava em um prédio, localizado em La Guaira, quando a estrutura ruiu. Juan Carlos ficou soterrado por mais de uma hora e ficou com sequelas nos braços e nas pernas.
“Posso descrever como uma catástrofe que afetou toda a Venezuela. Lamentavelmente, muitas pessoas perderam a vida. É muito doloroso, porque muitas crianças, muitas pessoas que não puderam correr, como no meu caso, por exemplo. O meu foi um milagre, porque a torre caiu em cima de mim”, afirmou.
Para Juan Carlos, o dia da catástrofe foi um novo nascimento. “Digo que outra vez Deus me mostrou que preciso ficar aqui. Me socorre aqui. Ele me salvou da morte. Foi um outro presente de Deus para mim”, disse.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.



