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Guerra no Oriente Médio registra mais de mil mortes de militares iranianos

As vésperas do conflito completar um mês de duração, exército dos Estados Unidos apontam que 300 militares ficaram feridos

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Prédio danificado em Teerã, no Irã, após ataques de Israel
Ataques no Irã acontecem desde 28 de fevereiro • AFP

A guerra no Oriente Médio registrou a marca de 1.167 mortes de militares iranianos desde o início do conflito. Por outro lado, 303 soldados norte-americanos ficaram feridos. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27), às vésperas da guerra completar um mês de duração, e fazem parte de dois levantamentos — de um grupo ativista do Irã e do Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações, respectivamente.

O capitão da marinha estadunidense, Tim Hawkins, contou que, do total de feridos, 273 apresentaram ferimentos leves e já retornaram ao serviço. Um oficial dos EUA contou à AFP, sob anonimato, que 10 militares norte-americanos permanecem gravemente feridos.

Dados mais recentes apontam que outros 13 soldados pertencentes ao exército do Estados Unidos morreram na guerra, sendo sete deles no Golfo e seis no Iraque.

As Forças Armadas do Irã afirmaram, nesta sexta, que hotéis que abrigam tropas norte-americanas na região seriam considerados alvos legítimos. "Quando os americanos [as forças] entram em um hotel, da nossa perspectiva, esse hotel se torna americano", disse o porta-voz militar Abolfazl Shekarchi à televisão estatal.

O governo iraniano não divulgou um número atualizado de mortos em decorrência da guerra que atinge o país. Mas, um grupo ativista com sede dos Estados Unidos, afirmou que 1.167 soldados do Irã morreram desde o início do conflito. Além disso, outros 658 estão desaparecidos.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Dias depois, em dois de março, o exército israelense também realizou ofensivas no Líbano, com bombardeios na Região Sul de Beirute. Logo depois, o país iniciou operações terrestres, sob a justificativas que os ataques são "limitadas e seletivas contra redutos-chave" do Hezbollah na região.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa em 17 de março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.