Oriente Médio: guerra pode levar 45 milhões de pessoas à fome, divulga ONU
Programa Mundial de Alimentos divulgou que o nível de insegurança alimentar pode alcançar novo recorde até junho

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano.
A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, ele destacou que as vítimas poderão "cair em situação de insegurança alimentar aguda devido ao aumento dos preços". "Isso elevaria os níveis de fome no mundo a um recorde absoluto, e é uma perspectiva terrível", dsse Skau.
Atualmente 319 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar. Segundo Skau, o Programa Mundial de Alimentos já enfrentava uma "tempestade" antes de a guerra no Oriente Médio eclodir em 28 de fevereiro. "A fome nunca foi tão grave como agora", disse o diretor-executivo adjunto do PMA, explicando que o fator se agravou devido a fenômenos meteorológicos extremos, conflitos e à declaração de áreas em situação de fome extrema.
Além disso, a guerra no Oriente Médio torna as operações do PMA "muito mais caras", segundo Skau. Ele explicou que os custos operacionais dispararam devido ao forte aumento dos preços dos combustíveis e a rotas mais longas.
Mais de 2 mil pessoas morreram no conflito
Mais de duas mil pessoas, entre elas civis e militares, morreram na guerra no Oriente Médio, envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel. Ainda não há previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito que completará duas semanas de duração.
O Irã é o país com mais número de vítimas, contabilizando mais de 1.300 mortes segundo o embaixador do país nas Nações Unidas. Outros países também são alvos de bombardeios e ataques, como a Arábia Saudita com duas vítimas, Bahrein (2), Emirados Árabes Unidos (6), EUA (13), Iraque (32), Israel (15), Kuwait (6), Líbano (773), Omã (3).
*Com informações da AFP.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



