Guerra no Oriente Médio e pressão sobre petróleo elevam inflação na China
Viagem de Trump a Pequim será entre quarta (13) e sexta-feira (15). O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita

A China registrou uma leve aumento na inflação no mês de abril. A alta é influenciada pelo aumento do custo do petróleo, uma das consequências da guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11), pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONE).
O índice de preços ao consumidor (IPC), indicador-chave da inflação, ficou em 1,2% em abril, de acordo com o ONE. A diretora de estatísticas, Dong Lijuan, apontou que o aumento foi provocado por "mudanças nos preços internacionais do petróleo e pela maior demanda por viagens durante os feriados".
Os preços do gás doméstico aumentaram 19,3% em termos anuais, disse Dong, afetados pelas flutuações internacionais das commodities. Além disso, o feriado de cinco dias no início de maio costuma gerar mais viagens e gastos nas semanas anteriores. No entanto, o IPC do mês passado ainda ficou muito abaixo da meta de 2% estabelecida pelo governo para o ano.
O índice de preços ao produtor de abril, que mede a inflação no atacado, aumentou 2,8% em termos anuais, contra 0,5% em março. O resultado superou a previsão de 1,8% da agência Bloomberg e representou o ritmo mais rápido desde julho de 2022, quando o IPP subiu 4,2% em termos anuais.
Trump visita Xi Jinping e deve pressioná-lo sobre Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve pressionar o líder chinês Xi Jinping, a respeito do Irã, quando for visitá-lo em Pequim nesta semana. A informação foi divulgada por um alto funcionário do governo norte-americano nesse domingo (10).
A viagem de Trump a Pequim será entre quarta (13) e sexta-feira (15). O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita.
"Eu esperaria que o presidente exercesse pressão", disse o funcionário em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato, acrescentando que Trump já pressionou o líder chinês em ligações anteriores.
O funcionário apontou que Trump abordou com Xi, em "múltiplas ocasiões", a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia por meio da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil). "Espero que essa conversa continue", acrescentou.
É também provável que seja discutido o tema das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos à China em relação à guerra no Irã, segundo a fonte.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



