O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, anunciou, nesta sexta-feira (16), que uma equipe de negociadores ucranianos viajou aos Estados Unidos para continuar as conversas sobre um plano norte-americano
“Esperamos que haja mais clareza em relação aos documentos que já preparamos de forma eficaz com a parte americana, como em relação à resposta da Rússia a todo o trabalho diplomático que está sendo realizado”, disse Zelensky.
O ucraniano ainda acrescentou que, se for alcançado um acordo geral, o país poderá assiná-lo durante o Fórum Econômico Mundial, na próxima semana em Davos, na Suíça.
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“Se tudo for finalizado, e houver acordo por parte dos Estados Unidos — porque da nossa parte, em princípio, creio que já terminamos —, então assinar durante Davos será possível”, apontou.
O presidente dos EUA,
Zelensky também admitiu problemas com os sistemas de defesa aérea da
Kiev confirmou que mais de 15 mil trabalhadores do setor energético se empenham para restaurar usinas e subestações elétricas atingidas nos últimos dias por centenas de drones e mísseis russos.
Guerra na Ucrânia
A invasão russa começou em fevereiro de 2022. Na época, Vladimir Putin decretou a anexação das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Desde o início da guerra, milhares de soldados morreram na linha de frente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 14,3 mil civis já morreram e 3,5 mil ficaram feridos desde o início da guerra, incluindo 3 mil crianças.
Os Estados Unidos têm sido o intermediador na negociação de um acordo entre as partes no pior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Em novembro,
Entre as condições, estaria a entrega das regiões de Donetsk e Lohansk à Rússia. As duas regiões do leste ucraniano são reivindicadas por Moscou, assim como a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e são “reconhecidas de fato como russas, inclusive pelos Estados Unidos”, dizia o projeto.
Em dezembro de 2025, Zelensky apresentou uma
O novo documento de 20 pontos propõe um congelamento no front sem oferecer uma solução imediata às questões territoriais e abandona duas exigências de Moscou: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não ingressar na Otan.
Porém, integrantes do governo de Putin acusaram a Ucrânia de querer