Irã suspendeu 800 execuções de manifestantes após ameaças de Trump, afirmam EUA

Presidente dos Estados Unidos ameaça invadir o país, em caso de mortes, desde o início dos protestos; republicano foi informado que ‘as matanças terminaram’

Os protestos no Irã acontecem desde dezembro do ano passado

A Casa Branca divulgou, nesta quinta-feira (15), que o Irã suspendeu 800 execuções que estavam previstas. A decisão de Teerã teria sido motivada pelas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de recorrer à força militar.

“O presidente entende que as 800 execuções que estavam programadas e que deveriam ocorrer ontem [quarta-feira] foram suspensas”, declarou a secretária de imprensa, Karoline Leavitt.

Desde o início dos protestos no Irã, em dezembro do ano passado, Trump realiza ameaças de intervenção militar no país. Porém, o republicano afirmou, nessa quarta (14), que foi informado que “as matanças terminaram” e de que execuções previstas de manifestantes não iriam ocorrer mais.

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Autoridades da Aráia Saudita, Catar e Omã, afirmaram que convenceram Trump a não atacar o Irã. Os países do Golfo alertaram sobre “as graves repercussões” que um ataque norte-americano poderia ter sobre a região.

“Todas as opções seguem sobre a mesa para o presidente”, afirmou Leavitt, acrescentando que Trump havia advertido Teerã sobre “graves consequências” caso mais manifestantes fossem mortos.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de três mil mortes nas últimas três semanas, segundo o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os protestos representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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