Incêndio em Hong Kong: moradores avisaram uns aos outros e não ouviram alarme
As chamas foram tão fortes que algumas pessoas não foram alcançadas pelos bombeiros

Moradores do complexo Wang Fuk Court, que pegou fogo nesta quarta-feira (26), em Hong Kong, relataram que não ouviram alarmes de incêndio e precisaram avisar uns aos outros sobre as chamas. Ao menos 65 pessoas morreram e mais de 250 estão desaparecidas.
"Tocar a campainha, bater nas portas, alertar os vizinhos, dizer que deveriam sair... foi assim que aconteceu", disse um morador, que se identificou apenas como Suen.
"O fogo se propagou muito rapidamente", acrescentou.
O incêndio foi tão grave que os bombeiros não conseguiram chegar a algumas pessoas, principalmente devido ao calor. "Em alguns andares, não conseguimos chegar às pessoas que pediam ajuda, mas continuamos tentando", contou Derek Armstrong Chan, vice-diretor de operações dos bombeiros.
O incêndio
O complexo Wang Fuk Court tem oito torres e mais de dois mil apartamentos, e sete foram afetados pelo incêndio. Não se sabe ao certo o que provocou o fogo, mas a principal suspeita é de que os tradicionais andaimes de bambu que cercam os prédios tenham potencializado o incêndio, uma vez que são altamente inflamáveis.
O incêndio começou na tarde desta quarta-feira em Hong Kong, sendo madrugada no Brasil. Um balanço anterior indicava 55 mortos, mas foi atualizado para 65 óbitos.
O prédio passava por reformas antes de pegar fogo. O incêndio já foi debelado em quatro das oito torres de apartamentos, já outros três edifícios estão com chamas sob controle.
As imagens são impressionantes. Fotos e vídeos mostram o prédio totalmente destruído pelas chamas.
Três homens foram detidos, suspeitos de deixarem, de forma negligente, embalagens de espuma no complexo residencial durante as reformas.
Um porta-voz do governo de Hong Kong disse que 61 pessoas foram hospitalizadas, das quais 15 estavam em estado crítico, 27 em estado grave e 19 estáveis.
*Com AFP
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



